sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Portal do Xico Pitomba: Quem é Elane Balbino?





Como já avisei a meio mundo, hoje estou partindo para Gravatá. Depois do que vi hoje no Mural do SBC, onde fizeram um brincadeira, anunciando a morte de Socorro Godoy, eu nem deveria mais dizer aqui para onde vou e nem quando. Entretanto, ainda me resta um pouco de coragem mesmo tendo sido tempos atrás ameaçada pela presença do Xico Pitomba, que disseram,  estava rodando meu canto lá na serra.

Nem iria mais escrever nesta sexta-feira, quando, ao fazer minha última ronda pelos blogs, me deparei com a seguinte postagem no Blog do Poeta (original aqui, se não foi retirada ou modificada):

“VEREADORA VAI À CONVENÇÃO E DESCOBRE QUE NOME NÃO ESTÁ LISTA

A vereadora Elane Balbino chegou para participar da convenção do Partido dos Trabalhadores e foi informada através do presidente de seu partido, o PSD, que seu nome não constará na lista dos pré-candidatos pela coligação encabeçada pelo PT.
De acordo com Balbino, o presidente Izaac Ferro, noticiou que toda comissão provisória do PSD já se reuniu e seu nome não será anunciado, muito menos registrado, para os presentes e sim “haverá uma votação secreta onde seu nome já está cortado”.
Elane Balbino é a única vereadora mulher e pré-candidata que teve tolhido o seu direito de disputar uma vaga na Câmara de Vereadores do município. “Estou indignada pelo fato de a população não poder avaliar o meu trabalho e decidir se mereço uma nova oportunidade ou não. É difícil fazer o bem comum da sociedade com tanta perseguição política e dscriminação. Vou buscar meu direito, junto ao presidente estadual em exercício Dudu Holanda, caso não tenha sucesso irei pelas vias judiciais garantir o direito de cidadão”.
Ainda conforme a parlamentar, tal atitude só irá beneficiar o vereador Gileno Sampaio Filho, primo da candidata Patrícia Sampaio.
Nossa reportagem entrou em contato com um advogado, onde ele informou que a vereadora e pré-candidata ao cargo, além de ser a única mulher a lançar o seu nome nesta coligação pelo PSD, tem prioridade em ser escolhida haja vista o porcentual de 30% que todo e qualquer partido deve reservar para concorrerem ao cargo de edil (como pré-candidato).
Balbino foi eleita vereadora em 2008 com uma expressiva votação. Ela teve 1.101 votos. Em forma de protesto, ela fez uma fotografia com o seu título eleitoral em mãos para mostrar a população que no estado democrático de direito todos tem o mesmo direito.”

Depois de ler esta postagem e procurar de onde era a vereadora e não encontrar eu descobrir que o Portal de Notícia do Poeta já começou a funcionar e só pode estar sendo administrado pelo Xico Pitomba em pessoa. Só pode ser dele a reportagem que entrou em contacto com o advogado.Ou seja, é um jornalista que conta um fato, mas não diz onde se passou, como se todos os leitores devessem conhecer Elane Balbino.

Eu até agora não sei quem é e nem de onde é. Pode ser até da terra do bardo, Arapiraca, mas, de Bom Conselho, eu acho difícil ser. Portal de Notícias, me engana que eu gosto.

Ainda mais, numa postagem de uma imagem só, o Xico anuncia a convenção do PT, só que a imagem é da Bahia, se meus olhos não me enganam, ou onde o PT tem uma frente maior do que aqui no Recife (veja a imagem ilustrando esta matéria ou aqui).

E ainda dizem que estou perseguindo o Poeta, mantendo-o nas cordas. Isto não é verdade, eu que é que vivo com medo constante do Xico Pitomba, principalmente, quando vou a Gravatá. E agora, o Poeta é da equipe de comunicação do candidato do Desenvolvimento Garantido. Na certa vai deixar o Portal com o Xico. Pois, se foi inteligente, o candidato não levou o meliante, caçador de senhoras indefesas.

Com estas brincadeiras mortais, de muito mau gosto, eu vou para serra com o coração na mão. Mas, com a ajuda de Deus, até a volta.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

São Palocci, o milagre e o Forróbom (*)





Hoje, aqui do meu retiro não religioso em Gravatá, onde ontem cheguei para curtir uma fumacinha das fogueiras, recebo em minha caixa postal um e-mail do meu professor de datilografia o Diácono Di Tavares.

Faz muito tempo que não vejo o Di. E mesmo naquelas priscas eras que passava pelo seu cartório e ficava observando ele disparar sua metralhadora Remington, eu não sabia se ele tinha um senso de humor tão aguçado. Depois de receber várias de suas mensagens eletrônicas, e sem mesmo pedir para rastrear o seu IP, que é o hobby do Felipe, meu menino, eu vejo que isto é uma verdade. Leiam a mensagem que recebi, repassada por ele, e eu volto logo após.

“Concorrente da IRMÃ DULCE

Governo/PT pedem beatificação de Paloccipor milagre da multiplicação do patrimônio

30 de maio de 2011

A presidente Dilma Rousseff vai encaminhar nesta semana ao Vaticano o pedido de beatificação do ministro da Casa Onde é Que Já Civil, Antônio Palocci. Dilma acredita que Palocci deve ser canonizado graças ao seu milagre de multiplicação do patrimônio. O ministro multiplicou seu dinheiro por 20 em quatro anos. “O mais incrível é que ele fez tudo isso dando palestras, mesmo tendo a língua presa”, disse um assessor de Dilma.

“É santo!”

O ministro passou a semana sendo alvo de honrarias. Na segunda-feira ele recebeu o prêmio patriota da década, entregue pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota.

Eu achei que eu fosse o Antônio Patriota, mas o verdadeiro Patriota é o Antônio Palocci.

“Não é sempre que alguém abre mão de uma capacidade de fazer fortuna como essa para vir trabalhar no governo”.

Foi com “PRECES” neste especial castiçal que o BEATO PALOCCI consegiu o milagre da multiplicação.

Não quebre esta “CORRENTE” envie de imediato uma copia para 20 amigos e como o novo BEATO brasileiro sua fortuna poderá se multiplicar na mesma proporcionalidade.

ALELUIA IRMÃO”

Eu nem precisava desta para rir hoje de manhã enquanto observo o clima frio e bom desta terra, da serra, igual ao da nossa de Santa Terezinha. Mas, ri mais ainda. E por dois motivos. O primeiro pela piada em si, que pedirei para o Blog da CIT publicar e pegar minhas indulgências por divulgá-la (estou precisando de uma multiplicaçãozinha do meu patrimônio para gastar na campanha em Bom Conselho, sem apelar para o circo do Forróbom, prefiro a compra direta). Segundo por descobrir que ainda existem pessoas em Bom Conselho que gostam de humor. Pois nestes últimos dias pensei que tivéssemos parado na razinzice do Sr. Ccsta.

Hoje, já sabemos que o São Palocci, que iria entrar para as festividades juninas e tudo, caiu do cavalo, e o tombo foi maior do que o do Aécio Neves, que vi no Deu nos Blogs da AGD. Quebrou-se todo. Eu soube que o Felipe, meu menino [mais conhecido hoje como Dr. Filhinho], durante o período de confabulações sobre a programação secreta, até cogitou de fazer uma homenagem ao São Palocci, já integrando-o nas hostes dos santos juninos.

Agora, aqueles que forem a Bom Conselho, não verão mais o balão da homenagem ao São Palloci. O balão onde ele seria apresentado foi pintado com urgência e agora é uma propaganda da cachaça Pitu. Quem sabe se, mesmo preferindo a 51, o Lula não sente o cheiro e dar uma passada por lá. Seria a glória!

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(*) Publicado no Blog da CIT em 19.06.2011. Não sei se mudou muita coisa, um ano depois. Pelo menos o Sr. Ccsta continua ranzinza, o Di deve continuar com o bom humor, e o Forróbom deve continuar servindo de plataforma eleitoral da Mamãe Juju. No entanto, o Felipe não é mais o meu menino, pois continua tentando me homicidiar, do Palloci ninguém fala mais, nem do dinheiro que ganhou, e o Lula, com certeza, não está tomando mais a caninha 51, forçado pelos médicos.

Embora algumas de suas atitudes (do Lula) ultimamente parecem ter sido tomadas com umas doses a mais no quengo. Nem o Eduardo aguentou e correu para os braços de Jarbas Vasconcelos, mandando o PT às favas, pelo menos aqui em Pernambuco, isto se o Humberto não resolver entrar de vice na chapa do PSB. O que é possível, pois eles fazem de tudo para não deixar o poder, nem que seja na vice. Aceitam até o comunista Maluf.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Carta Aberta ao Ministro Lewandowski





Por Reynaldo Rocha, um brasileiro (*)

Exmo. Ministro Ricardo Lewandowski

Peço licença ao insigne ministro, escolhido entre milhões de brasileiros, para escrever esta carta que sei que nunca será lida pelo destinatário.

Não que creia que isso iria fazer qualquer diferença. Todos sabemos que nunca alteraria uma linha no labirinto que o senhor construiu e nele insiste em se esconder.

Não existem pressões. São cobranças. Ninguém pressiona devedores que se negam a acertar as contas. Seja com o credor ou com a História. Ao contrário, cobra-se daqueles que se recusam a assumir os ônus decorrentes dos próprios atos, o acerto inerente aos homens de caráter e honestidade. Seja uma dívida de R$ 1,00 ou uma decisão judicial.

O que levou o ministro a aceitar o cargo que ocupa na mais alta Corte do Judiciário brasileiro? Uma dívida? Um compromisso de fidelidade? Ou o coroamento de uma carreira que qualifica quem é escolhido?

Ao invocar como argumentos a extensão das provas colhidas, a necessidade da análise cuidadosa e o trabalho derivado da leitura do processo e apensos, o honrado ministro quer nos fazer crer que ─ profissionalmente ─ não está à altura do cargo que ocupa? Ao menos, ao mesmo nível de seus pares, que jamais utilizariam o mesmo tempo despendido por V. Exa.?

Os argumentos para aquilo que parece ser uma procrastinação são uma confissão de despreparo para estar onde se encontra?

Não creio.

O Brasil já conviveu com Francisco Luis da Silva Campos, conhecido como Chico Ciência. Advogado brilhante, foi redator da Constituição Polaca (escuso-me em dizer o porque do apelido), dos Códigos Penal e de Processo Penal (de 1941) e da CLT (1943), baseada nas leis do trabalho da Itália fascista. E acima de tudo, por emprestar o brilhantismo reconhecido à confecção de alguns dos famigerados Atos Institucionais (como o de número 2) que tentava dar legitimidade a um movimento imoral. Embora legal. Dizia-se que Chico Ciência era capaz de escrever uma Constituição nas coxas.

Ministro Lewandowski, não consigo avaliar o quanto o senhor é brilhante. Deve ser. Não duvido.

Embora ─ aparentemente ─ muito lento em suas análises e votos. Ao menos em alguns casos específicos.

Não creio que o ilustre jurista estaria disponível para justificar o injustificável (como Chico Ciência) ou acobertar a quem a coberta sequer cobre os pés.

Um jurista que é escolhido pelo notório saber jurídico para estar no STF sabe que a primeira ─ e deveria ser a única ─ diretriz de atuação é somente a da Justiça.

Quero crer que é o caso.

Eu imagino o que deve enxergar um ministro quando olha para a própria história. Orgulho, sensação de reconhecimento e certeza do respeito de todos os brasileiros. E receio por parte de criminosos, sejam estes quais forem. Quando a equação fica invertida, também consigo imaginar a sensação que um homem honesto ─ como o senhor é rotulado ─ deve conhecer.

Nestes anos em que o senhor analisava pacientemente o processo do mensalão, perdi amigos. Perdi a saúde. Quase perdi a esperança. O mundo mudou. Ditadores foram derrubados. Uma moeda única na Europa foi posta em confronto com a realidade econômica de países até então sólidos. Artistas nos deixaram. Crimes foram cometidos. Alguns, punidos.

Somente uma quadrilha continuou a rir de todos nós. A que é analisada por V.Exa.

O navio italiano que naufragou na costa da Itália ─ o Costa Concórdia ─ por ter um capitão (Francesco Schettino) que ignorou avisos e rasgou a própria biografia e história profissional, foi mais um dos tantos fatos acontecidos enquanto V.Exa. analisava o processo do mensalão.

Entrou para a história como um insolente. O homem errado na hora errada. Popularizou a expressão “Vada a bordo, cazzo!”. Não preciso traduzir.

Ministro Ricardo Lewandowski, faltam mínimas milhas náuticas (ou horas) para que o naufrágio aconteça.

“VADA A BORDO!” Evito o cazzo. Por enquanto.

Com admiração (ainda),

Reynaldo Rocha, um Brasileiro.

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(*) Publicado ontem pelo Blog do Augusto Nunes, como título: “Carta aberta de Reynaldo-BH para Ricardo Lewandowski: ‘Vada a bordo!’” . Esta coisa do atraso do julgamento do mensalão (se ocorrer), pela não análise do processo pelo referido ministro, parece uma piada de mau gosto. Ela junta-se a tantas outras que nos fazem rir e chorar pelo destino do nosso país. Será que eu agora seria acusada de direitista juramentada se dissesse que a culpa é do Lula? Ou seria acusada de esquerdisda se dissesse que a culpa é do Maluf?

Agora ficou tudo mais fácil. A culpa é dos dois, que sempre foram aliados e ninguém dizia. Agora vão dizer que eu sou do PV. Se o Ministro Lewandowhisky soubesse que ele terá o mesmo destino histórico do Chico Ciência de que fala a missiva, talvez ele ainda tivesse tempo de correr com a caneta e entregar o processo em tempo. Mas, eu sei que nem a carta do Reynaldo nem meu blog será lido por ele. Seria uma pena que a quadrilha do mensalão continuasse sem julgamento e o meu neto, quando tiver seus 20 anos,  ouvir falar das ações de tal de Ricardo Ciência.

Em tempo, o Reynaldo fez bem em não traduzir o “cazzo”, cruzes!!!. “Vada a bordo” quer dizer suba a bordo. (LP)

P.S: Desde quando o texto acima foi escrito, o ministro, deve ter lido a carta e subiu a bordo, liberando a revisão do processo do mensalão. Resolvemos publicar o texto para mostrar como um pressãozinha popular pode funcionar quando se estar ameaçado de se tornar o Ricardo Lewandowhisky para o Lula. (LP)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um Portal de Notícias em Bom Conselho?







Um filha minha, que me ajuda a publicar os comentários aqui no meu blog quando estou sem conexão, isolada lá em Gravatá, semana passada me perguntou:

- Mãe, sabe que aquele blogueiro de Bom Conselho, um que é poeta, vai lançar um Portal de Notícias?

Como eu me interesso muito pelo fluxo de notícias de minha terra, e, por isso mesmo, não acesso mais o Blog do Poeta, fui lá conferir o que poderia ser uma boa notícia. Infelizmente, chegando no blog do “Bardo de Arapiraca”, que agora está cor de laranja (não sei se há alguma mensagem sublimar nesta cor) e fui logo procurando os arquivos do blog, pois eu já sabia que a matéria era da semana passada.

Foi grande a minha decepção quando descobri que o Blog do Poeta não tem mais um índice de arquivos, o que torna muito complicado ver o que foi publicado no passado, antes de suas postagens mais recentes. Confesso que não conheço todos os blogs do mundo, mas, nunca havia encontrado um blog que tentasse esconder o passado através do artifício, de não colocar, à disposição dos leitores, o “gadget” dos “Arquivos do Blog”.

Então eu pensei, como eu poderei recordar os tempos em que o Poeta ainda puxava uma “jumentinha” colocando sua foto em flagrante defenestração? Por que o “bardo” quer esconder este passado bucólico e simples?

Porém, como sou persistente, fui à cata da notícia sobre o Portal de Notícias do Poeta, com muito mais sacrifício e dificuldade, através dos “textos mais antigos”, que ele ainda não conseguiu retirar, sem saber se ele já havia retirado do ar a referida postagem. Não havia, e lá encontrei a terrível notícia, que transcrevo abaixo:

“EM JULHO LANÇAMENTO DO PRIMEIRO PORTAL DE NOTICIAS DE BOM CONSELHO

Na primeira semana do próximo mês de julho, estaremos fazendo o lançamento do primeiro Portal de Noticias de Bom Conselho. Para quem nao sabe, um portal tem mais ferramentas do que um site, do que um blog, etc. O endereço será o mesmo,  (www.claudioandreopoeta.com.br ) que aos poucos migraremos todo o conteúdo do Blog para o portal. Videos, áudios, feed de noticias, canal de curtir as matérias postadas, nova plataforma para fazer comentários, seguidores que ao cadastrarem o e-mail, receberão atualização do Portal e muito mais. Estamos em contagem regressiva. Em trocados e miúdos, o Blog do Poeta será transformado em Portal de Noticias. Vem muitas novidades por aí, aguardem!  Tudo isso será possivel graças ao trabalho do webdesigner, Ronne Pereira, o mesmo que esteve particidando do 3º Encontro de Blogueiros de Bom Conselho.”

Então depois da Rádio do Poeta, teremos o Portal do Bardo de Arapiraca. Eu não sei se a transformação do blog em portal já começou, mas deu para perceber algumas modificações que me chamaram a atenção, além da ausência do índice dos Arquivos do Blog. Uma delas, penso, a mais importante foi a mudança de sua Lista de Blogs, que antes incluía muito mais blogs de Bom Conselho, inclusive o meu. Em relação ao meu eu já sabia disto, pois desde que ele contratou o Xico Pitomba para andar em meu encalço que não esperava que ele o mantivesse na lista.

Eu dei uma passada no item “Quem sou eu” e lá diz que o Poeta estudou “Radiojornarlismo, Francês e Filosofia”, mas, se isto é verdade, eu creio que ele pode até responder a um “bon jour” e interpretar fielmente o ditado filosófico que diz: “Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas”, e ainda argumentar sobre sua profundidade com Xico Pitomba, seu parceiro nas comunicações. No entanto, de jornalismo, ele esqueceu tudo. Quando ele mesmo disse que em Bom Conselho havia mais de 30 blogs, em sua lista ele relaciona apenas 3, sendo que um (um melhor blog do que o dele) o Blog do Tiago Padilha, ele esconde atrás de outro título, um outro do seu correligionário (até quando?) vereador Carlos Alberto, e o Blog de Bom Conselho de Papa-caça, que faz oposição a Mamãe Juju (que ele tanto já amou e elogiou, assim como ao seu amado filho).

Ele pode até dizer que o blog é dele e tem direito de citar quem quiser, mas, não venha com esta história de Portal de Notícias, quando o que ele aprendeu a fazer até agora, em seu blog, foi “realpolitikagem” (para o significado vejam aqui) e propaganda. Notícias jornalísticas, com responsabilidade, sempre passou longe de sua “rede de comunicaçãoes”.  Portal de notícias, me engana que eu gosto.

E quem vai desenvolver o Portal, segundo ele, é o grande conferencista do III Encontro de Blogueiros. Sim aquele mesmo, para cuja palestra alguns não foram porque poderiam sair de lá presos, pois o mesmo era especialista em criar e destrui IPs, lembram?. Como muitos descobriram que esta atividade não é das mais honrosas na internet, agora ele é assessor, talvez junto com o Xico Pitomba, para criar o Portal de Notícias do bardo de Arapiraca.

Eu tive a pachorra de contar quantos penduricalhos propagandísticos há no Blog do Poeta. São quase 100, entre propaganda de políticos, profissionais e de estabelecimentos comerciais. Eu penso que o portal deverá ser muito grande para que caiba todos estes apetrechos publicitários e ao mesmo tempo caber alguma notícia relevante para aqueles que se interessam pelo que acontece em Bom Conselho.

Talvez, se o portal já tivesse sido inaugurado ele já teria espaço para informar (como o Blog do Poeta fez com tanta emoção em anos anteriores), por exemplo,  sobre o Forróbom, sua programação e eventos, pois isto, mesmo sendo feito pela Mamãe Juju é notícia que interessa aos que querem saber sobre a cidade.

Por isso, penso que o que será criado em julho está longe de ser um Portal de Notícias, e sim, um Portal de Propaganda política e comercial.

Eu já estou com saudade dos tempos da jumentinha. Bota notícias no blog, Poeta!


P.S.: Escrevi ontem o que está acima. Como tento ser sempre justa, hoje fui outra vez ao Blog do Poeta para ver se havia mudado de cor. Não mudou nada. Pelo contrário, piorou. Numa postagem ele diz que não publicará comentários ofensivos, como se seu blog fosse muito comentado. Meu, blog, com um tempo de vida infinitamente menor, tem mais comentários do que o dele em toda a existência.

Ainda mais diz : “Não nos interessa vida pregressa de ninguém”. Como mostramos acima, parece que nem a dele.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Melhor palavra do ano: Realpolitikagem





Por Maria Helena Rubinto (*)
  
Ninguém me pediu para escolher a melhor palavra do ano mas isso não me impede de escolher e divulgar minha escolha. E quero ver se alguém tem melhor!

Para os desmemoriados, sugiro que releiam a crônica do Veríssimo, Desencontros, publicada aqui ontem, 21/06.

Pronto? Conferiram? Tem melhor? Não tem!

Palavrinha versátil essa. Serve das malufadas do Lula às pérolas tramadas na Rio+20. E olhem que tem cada uma de embasbacar.

A menos gloriosa é a do BanKiMoon que num dia disse que faltava ambição ao acordo e no outro já dizia acreditar que o documento foi “um grande sucesso para a comunidade internacional”. Por qual realpolitikagem ele passou, não sei, mas calculo.

Hoje é o encerramento da Rio+20. Em boa hora. Já começamos a perder a paciência com as visitas. A finesse começa a rarear. Dona Dilma esqueceu que é, antes de mais nada, a hostess e, zangada com a delegada da Dinamarca que recriminou a versão final do acordo, respondeu na lata: “Melhor isso do que nenhum acordo como em Copenhague!”.

Tome, sua enxerida!

O ex-presidente em exercício, D. Lula, o Carente, planejou um jantar para seus amigos, os delegados africanos. Ninguém contou a ele que aqui no Rio, no Alto da Boa Vista, lugar maravilhoso, há mansões deslumbrantes sendo alugadas como casas de festa, onde ele poderia banquetear seus convidados com a pompa, o luxo e o conforto merecidos.

Ignorando o detalhe, ele os convidou para um jantar no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio. Mas alguma boa alma deve tê-lo alertado: a que título ele receberia ali?

Seria mais ou menos como se o Sarkozy resolvesse, hoje, oferecer um banquete no Hotel de Ville aos embaixadores lotados em Paris, para matar as saudades. A Bastilha não cairia porque já caiu, mas alguma outra coisa certamente, sim. Provavelmente, cabeças.

Solução: o banquete para as delegações africanas foi oficialmente oferecido pelo governador Cabral e pelo prefeito Paes. Mas quem saudou os convidados foi a Presidente da República do Brasil que, não se sabe qual a explicação dada às demais delegações, não as convidou. E que na saudação honrou Lula como “meu líder”!

Pois foi...

A vocês que estarão por aqui na Rio+40, peço que leiam em O Globo de hoje a brilhante entrevista de Yolanda Kakabadse, diretora internacional do WWF, equatoriana de cabelos brancos e sem botox. Uma raridade que pensa. As palavras finais são dela.

Além de lastimar os cerca de U$150 milhões gastos para a preparação da conferência ao longo dos últimos dois anos, numa nada compensadora relação custo-benefício, ela diz do acordo:

“Texto fraco, sem ossos e sem alma”.

Ou seja: Realpolitikagem 1 + Futuro 0

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(*) Publicado no Blog do Noblat em 22.06.2012. Eu li o texto original do Veríssimo, que como sempre é soberbo em seus comentários, que é o seguinte:

“REALPOLITIKAGEM

"Realpolitik" é um termo conveniente para desculpar o baixo oportunismo, contradições ideológicas e calhordice em geral. O termo nasceu na Alemanha e tem uma longa história, sendo invocado sempre que um acordo ou um arranjo politico agride o bom-senso ou a moral. Há uma graduação na "realpolitik" que vai do tolerável (uma acomodação com o vizinho do lado para assegurar a paz no prédio, mesmo tendo que aceitar o cachorro) ao indefensável (o pacto Stalin/Hitler no começo da Segunda Guerra Mundial, por exemplo). É difícil saber onde colocar o pacto Lula/Maluf nessa escala. O hipotético acordo com o vizinho é um sacrifício pelo entendimento e o Stalin estava tentando ganhar tempo até ter um exército. No acordo com o Maluf trocou-se uma história e uma coerência por um minuto e pouco a mais de espaço para o candidato do PT na TV. Ó Lula!”

Como é bom encontrar escritores que dizem tudo que queremos dizer com as palavras certas e precisas. Por isso eu os transcrevo nestes períodos de baixa produção própria. Já estou até com ciúme. São tantos acessos quando faço isto que penso estar sendo dispensável em meu próprio blog. Mas, tudo pela causa. (LP)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Lei Eleitoral: transgressões a preços camaradas





Por Mary Zaidan (*)

Em um país em que há iguais menos iguais, onde alguns não são pessoas comuns, como, didaticamente, explicou o ex-presidente Lula ao defender, em 2009, o senador José Sarney dos crimes de nepotismo e de edição de atos secretos, leis são utensílios descartáveis. Leis eleitorais, então, passam longe dos candidatos poderosos e dos coronéis da vez.

Impera no País a “cultura da transgressão”, lamentada em meados de maio pelo ministro Marco Aurélio Mello na sessão do TSE que reduziu de R$ 900 mil para R$ 20 mil a multa aplicada ao então chefe da nação Luiz Inácio Lula da Silva pela distribuição, em 2006, de um milhão de cartilhas Brasil, um País de todos, comparando a sua gestão com a do antecessor Fernando Henrique Cardoso.

Por se tratar de propaganda extemporânea e imprópria, nenhum dos juízes contestou o crime. Ninguém livrou Lula de culpa. Amenizou-se a multa e pronto. “Transgredir sai barato”, concluiu Mello, com precisão.

Baratíssimo.

Por exemplo. A propaganda antecipada pró-José Serra no horário eleitoral do PSDB veiculado em abril, valeu multa de R$ 5 mil para o candidato e de outros R$ 5 mil para o partido, em ambos os casos passíveis de recurso.

Fernando Haddad e o PT também foram multados com valores idênticos. Campanhas milionárias podem pagar centenas de multinhas sem sequer triscar no orçamento. Elas são mais baratas do que porta-bandeirolas plantadas nas esquinas.

As punições não incomodam bolsos e nem produzem qualquer outro efeito. Parecem fazer parte daqueles casos de leis que não pegam, uma invenção tropical inusitada para pecar sem culpa. Se assim é, melhor seria mudar a lei.

De acordo com o calendário eleitoral, candidatos e partidários só podem pedir votos depois de 6 de julho. Mas como não é “uma pessoa comum”, Lula sente-se no direito de ir a um programa de auditório levando a tiracolo o candidato que escolheu para disputar a Prefeitura de São Paulo e de apresentá-lo como tal ao respeitável público.

Também não se constrange em incensar a reeleição de Eduardo Paes no Rio, em cerimônia oficial, ao lado do próprio prefeito e do governador Sérgio Cabral.

Tudo livre, leve e solto, ainda que sob os olhos daqueles que têm o dever de zelar pelo cumprimento das leis.

Não que isso seja novidade. É algo que se repete eleição sim, outra também. A maioria dos fora da lei sabe que o acerto de contas é pechincha.

Mas se degringola ano a ano, especialmente depois da vitória da presidente Dilma Rousseff, para quem Lula fez campanha não apenas por alguns meses antes da data legal, mas por mais de ano. Deu certo.

E saiu barato. Baratíssimo.

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(*) Publicado no Blog do Noblat em 10.06.2012. Eu, aqui no meu pensar, acho que o Lula virou índio. Isto é, é inimputável  para quase tudo atualmente. Não se pode dizer que isto só ocorreu depois do câncer porque ele elegeu um poste fazendo propaganda dele fora de época. E foi multado, por estas multas que não se paga e quando se paga são irrisórias. Mas, qual seria o problema do ex-apedeuta-mor ser e agir assim.

Muito simples, ele se tornou, infelizmente, um espécie de modelo para determinadas pessoas, principalmente os jovens. São jovens que se interessaram em política (e isto é bom), mas deixaram de estudar porque o Lula não gosta. São pessoas que não querem infringir leis, mas diante do comportamento do ídolo, o faz, e ainda justifica. E assim por diante. E lá vamos nós descendo a ladeira da moralidade e da ética que deveria existir na política, tendo primazia sobre a lei, pois estas são feitas, ou deveriam ser, com base nelas.

É uma pena que, na maioria das vezes, só fechamos a porta quando a casa foi arrombada, e tudo parece se encaminhar para isto, se não houver condições de barrar o lulo/petismo. Quando dermos fé, eles roubaram, além de nossa casa, a nossa dignidade.  Lembrei do Maiakovski que diz: “Você não pode deixar ninguém invadir o seu jardim para não correr o risco de ter a casa arrombada.” Aqui parece que já estão na cozinha. Lembrei também do julgamento do mensalão. (LP)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Erundina faz PT lembrar do PT anti-Maluf





Por Ricardo Kotscho (*)

Em menos de uma semana, a ex-petista Luiza Erundina teve dois gestos de grandeza. Primeiro, ao aceitar entrar como vice na chapa do partido do qual tinha sido expulsa. Cinco dias depois, ao deixar o posto por discordar da forma como o PT fechou a aliança com o PP num pomposo beija-mão que levou Lula e Fernando Haddad à mansão de Paulo Maluf.

"É demais para mim", protestou Erundina, ainda na segunda-feira, ao ver as imagens do sorridente encontro nos jardins daquele que já foi o inimigo público número um do PT. Para quem conhece esta nordestina arretada de opinião própria, era previsível o desenlace, como comentei na mesma noite no Jornal da Record News.

Primeira prefeita eleita pelo PT em São Paulo, em 1988, Erundina derrotou e depois foi derrotada por Paulo Maluf ao tentar a reeleição. Para ela, mulher humilde e partidária, não tinha problema nenhum aceitar ser candidata a vice indicada pelo PSB para um cargo do qual já foi titular, mas subir num palanque de mãos dadas com Maluf era algo que sua dignidade não tolerava.

Foi isso o que ela comunicou ao presidente do partido, o governador pernambucano Eduardo Campos, sem dar margens para negociações. Com ela, não tem negócio: Erundina é do tempo em que tudo tinha limites.

Aos 77 anos, a deputada federal Luiza Erundina, que eu conheço e admiro desde os primórdios do PT, sabe que neste mundo poucos podem muito, a maioria não pode nada, ninguém pode tudo.

O jornalista Frederico Branco, um dos meus mestres na velha redação do "Estadão", me ensinou uma sábia lição, quando eu ia fazer alguma coisa errada: "Meu filho, tem coisa que pode e tem coisa que não pode". Simples assim.

Ficar de gracinha com Maluf, por exemplo, não pode. O problema com ele não é só de diferenças políticas e ideológicas. Acima de tudo, é moral e, mais do que isso, policial. Procurado pela Interpol em todo o mundo, acusado do desvio de milhões e milhões de dinheiro público, o dono da mansão não serve de companhia para quem passou a vida o denunciando.

Com seus gestos de grandeza em dois atos, Luiza Erundina lembrou ao PT de hoje dos tempos em que seus líderes chamavam o ex-governador e ex-prefeito cevado pela ditadura de "ladrão" e "nefasto", e a militância ia às ruas com as bandeiras vermelhas para denunciar as práticas do malufismo.

Mais parecendo um coadjuvante da sua própria campanha, o candidato Fernando Haddad, que nunca teve uma militância partidária, sentiu na própria pele ontem à noite os efeitos da entrada de Maluf e da saída de Erundina.

Logo após a desistência da candidata a vice, num encontro com militantes petistas na associação dos moradores de Vila Rica, na zona leste, segundo relato do repórter Bernardo Mello Franco publicado na "Folha" desta quarta-feira, o próprio Haddad deu a notícia no microfone : "A Erundina falou que vai nos apoiar, mas não vai ser mais a vice".

A frustração foi geral, como se pode constatar nas declarações de alguns militantes citados na matéria.

Josefa Gomes, 75, pensionista: "A gente fica muito decepcionada, né? O povo daqui ama a Erundina. Maluf, não, pelo amor de Deus".

Maria de Fátima Souza, 64, confeiteira: "Se for para perder a eleição, a gente tem que perder de cabeça erguida. Não com o Maluf. Eu sou limpa. Você acha que vou dar o braço a ladrão?"

Este é o PT velho de guerra, que pensa como Luiza Erundina, e nunca vai aceitar Paulo Maluf.

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(*) Publicado no Blog do Kotscho em 20.06.2012. Eu nunca gostei muito do Ricardo Kotscho, pela sua parcialidade (outros diriam amizade, mas, em jornalismo tem este nome mesmo) em relação ao Lula, o que ele demonstra neste texto onde mete o  “pau” em sua atitude de aliar-se ao Maluf, sem nem tocar em seu nome. O Kotscho deveria continuar seguindo o conselho do jornalista que ele cita: "Meu filho, tem coisa que pode e tem coisa que não pode". E uma coisa, ele sabe, que para ser honesto, não poderia: “Tirar o do Lula da reta”, num episódio como este. Eu só posso dizer graças a Deus, pois o PT de Lula está mostrando sua cara, que é a cara do “cara”.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lula: O antes e o depois




Diante de toda esta lambança que o Lula vem fazendo, e que até agora, graças a Deus só prejudicou o seu partido e respingou um pouco no governo da Dilma, eu só posso dizer, que ele só faz isto porque Dona Lindu não está aqui para colocá-lo no colo, virá-lo direitinho e meter-lhe a mão na bunda com bastante força, como só as mulheres nordestinas, como a Erundina, sabem fazer.

O episódio da aliança com Maluf em São Paulo cheirou tão mal que até o nosso governador, que também parece está disposto a pisar no pescoço da Ana para ganhar eleição, resolveu aceitar a decisão da Erundina de se afastar da chapa maldita, que o  Lula está tentando criar em São Paulo. Agora, tudo o que ele toca vira bosta (me desculpem mas este é termo corrreto). Mas, se vocês pensam que isto é uma atitude recente, e que tem a ver com sua doença, saída presidência, etc. etc. estão enganados.

O Lula entrou em nossa história pela porta do oportunismo e vai sair dela pela porta da lambança. Vamos e convenhamos que o que ele vem fazendo só ajuda ao Brasil, e deve ter em suas atitudes algumas palmadas celestiais de Dona Lindu, pois, tudo que é contra o PT é bom para o país.

Mas, eu não quero me repetir hoje em relação à situação do Recife. Apenas apresento a vocês UM vídeo, como exemplo, que mostra o “oportunismo explícito” do ex-apedeuta-mor, e que se mostrado e entendido pela patuleia do bolsa família, pelo menos flexibilizaria o mito do “pai dos pobres” que ele vem encarnando tão bem. Todos dirão que em política, isto é absolutamente normal. Eu não concordo e nunca concordarei que política é uma coisa tão abjeta assim. E tenho certeza que muitas não concordam, mas, nada fazem para melhorar a situação.

Eu estou apenas tentando cumprir a parte que me cabe neste latifúndio que Deus nos deixou e que nós o transformamos em algo assim, tão fedorento. Eu me sinto como o cara da charge do Amarildo  que ilustra este pequeno texto. Argh!!!!




terça-feira, 19 de junho de 2012

Partidos e eleições municipais





Eu já escrevi aqui outro dia que em eleições municipais no Brasil, os partidos políticos só servem para atrapalhar. Isto me vem à cabeça pela situação incômoda em que ficaram vários líderes em ter que apoiar pessoas que, se pudessem, não as queriam ver nem pintadas.

Vejam o caso de São Paulo. Todos sabem que Lula não hesitaria em vender o Parque Dona Lindu e aquela que lhe deu o nome para ganhar uma eleição. Até aí tudo bem, pois mãe é mãe. Mas, se aliar a Maluf já é demais. E pior, aceitar a Erundina na chapa é um verdadeiro sacrilégio, para ele e para ela se aceitar. Tudo isto para dar a vitória a outro poste, muito pior do que a Dilma, pois o Haddad realmente não serve para coisa da política, a não ser escrever livros sobre as delícias do sistema socialista.

E o caso do Recife então?! Nunca vi uma lambança mais bem urdida do que aquela que aprontou o PT. Se este partido continuar no poder aqui, precisaremos de galões e galões de Óleo de Peroba para passar na cara dos nossos eleitores. Posso até dizer, como se dizia em relação à saúva antigamente, ou o Recife acaba com o PT ou o PT acaba com o Recife. E penso que o nosso Coronel Eduardo sabe disto e quer tirá-lo de qualquer jeito. O único empecilho, no momento ainda é o Lula. Sempre ele. Se não conhecesse o Zezinho e não lesse o Hadriel e o Rafael Brasil, eu diria que  Caetés tem um traço genético/geográfico de péssimo gosto político.

E, para não dizer que as coisas no Brasil não podem piorar, aqui no Recife, pela desunião gerada por esta tal de Frente Popular do Eduardo, há ainda uma possibilidade de vermos o PT por mais 4 anos na prefeitura. E, pasmem, para que isto não aconteça temos que rezar por um petista, o João da Costa, para que ele não deixe ninguém de sua tendência (petista não tem mais ideologia, pois não cabe neles, têm tendência) votar no Humberto, cujo maior trunfo é falar tão fino quanto o senador bom-conselhense Randolfe Rodrigues (este diz, que tem a voz fina mas fala grosso, o Humberto nem isto).

E por falar em Bom Conselho, sem fugir do tema dos partidos e eleições municipais. Vejo que lá o PT está se aliando ao PR, partido dos inocentes, em uma chapa que talvez ainda não tenha sido aprovada pelo Isaltino. Não sei se vai prá frente, pois o que estou tentando dizer é que do PT podemos esperar tudo, inclusive, o deputado dos transportes chegar lá e dizer: a chapa correta vai ser a Mamãe Juju e o Washington Azevedo. E, se alguém fizer algum barulho, basta dizer que foi o Lula que mandou.

Eu ainda acredito que o vice da Mamãe Juju será o supersecretário. Se não for ele, seria uma pena, pois ele demonstrou uma boa capacidade de trabalho e tem “pedigree”, mas, nunca mais terá vez na política de Bom Conselho. Se isto (não ser o vice) acontecer eu aconselho ao supersecretário que se candidate a vereador e me espere lá em 2016, para fazermos uns cursos juntos, pela internet e sem gastos com diárias.

Aliás, se algumas pessoas que pensaram em se candidatar a prefeito, não conseguindo, se candidatassem a vereador, nossa Casa de Dantas Barreto poderia ser renovada para melhor. Não precisaria nem esperar minha chegada em 2016. Como dizia minha mãe, “se conselho fosse bom não seria dado, mas, vendido”, e este que dou podem comprar que é um bom conselho para Bom Conselho.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O PARAÍSO DAS NOVELAS





Eu não estou escrevendo muito, embora continue percorrendo os sites e blogs que eu acho que são bons. Nestas andanças encontrei no Blog do Roberto Almeida (original aqui), no dia 06 próximo passado a seguinte postagem:

O PARAÍSO DAS NOVELAS

A TV Globo exibe 4 ou 5 novelas por dia. Acha pouco. Se alguém liga o televisor pela manhã, dá de cara com Ana Maria Braga entrevistando atores e falando sobre novela. O tal de Vídeo show é na verdade o Vídeo folhetim. O Faustão quase todo domingo está abrindo espaço para as estrelas dos tele dramas globais, sem falar que o Fantástico também sempre traz alguma reportagem discutindo algum tema "importante" levantado pela novelinha do momento.

As novelas da emissora dos Marinho têm bom nível técnico e podem ser vistas para relaxar, até porque não exigem nenhum esforço de inteligência. Agora, esse abuso, essa "overdose de novela" é um absurdo, um despropósito. A Globo substitui a realidade pela ficção, apostando na imbecilização do povo brasileiro.”

A ela eu fiz o seguinte comentário, que foi gentilmente publicado pelo Roberto, mesmo com nossas discordâncias sobre o tema. Leio o comentário e eu volto ao tema logo após:

“Eu já sabia que o Roberto era um noveleiro global há muito tempo. Eu sou noveleira desde as novelas de rádio. E para quem gosta de novelas como nós, não temos alternativa. Nesse gênero a Globo é imbatível por muito tempo. E, como defendo, a telenovela já subiu ao patamar de arte popular, pelo menos na Globo.

Dizer que a Globo está imbecilizando o povo porque faz da ficção uma prioridade e que isto “imbeciliza”  o povo é a mesma coisa que dizer serem as manifestações e folguedos populares também são imbecilizadores, porque no carnaval homem se veste de mulher ou no natal colocamos neve em pé de mandacaru.

Meu caro Roberto, eu reconheço que é difícil de deixar de ver a Avenida Brasil, e encarar aquela ficção de Brasil, como se aqui neste país estivesse cheio de bandidos como naquela novela. Mas, quando ficar muito arreliado com isto, faça como 2% dos telespectadores: saia da Avenida Brasil e vá para o Programa do Ratinho, principalmente, se o Lula estiver lá falando aquelas verdades categóricas que fogem totalmente da ficção e mostram nossa realidade nua e crua. Me engana que eu gosto.

Lucinha Peixoto (Blog da Lucinha Peixoto)”

Esta volta ao tema é apenas para desenvolver o raciocínio que fiz no comentário, sobre a comparação entre a TV Globo e outros meios de comunicação e expressão.

No comentário, coloquei e continuo defendendo que a tele novela é uma forma de arte popular que foi levada ao requinte pela TV Globo. Isto é um elogio, e, também, apenas uma constatação pelos níveis de audiência e pela ênfase que tem sido dada a este gênero pela emissora. Num país onde homem não pode ser bailarino porque isto é coisa de mulher, ou não faz exame de próstata porque isto é coisa de “baitola”, o Roberto dizer que as novelas ajudam a relaxar já é um avanço enorme.

Embora eu não concorde que a Globo só é novela, como tentou insinuar o Roberto, eu defendo sua ampliação como gênero cultural, com tudo que há de bom e ruim nisto. A cultura de um povo é sua forma de expressão mais legítima e não pode ficar presa e congelada ao passado. Ela tem que ser atualizada pelo lado tecnológico também para cumprir o seu papel de motivar o povo em sua saga na luta pela sobrevivência.

Quando rememoramos os pastoris de outrora, quem não sente saudade daquela simplicidade com que eram apresentados o folguedo, com suas músicas simples e quase sem os aparelhos modernos de som? Quem não se lembra das quadrilhas de ponta de rua das quais cheguei a participar em Bom Conselho e mesmo aqui no Sítio da Trindade? Mas hoje isto não seria possível com a parafernália eletrônica que nos rodeia, e , principalmente, pelas mudanças sociais.

O mesmo ocorre com a arte popular em geral e em particular com as teles novelas. Elas estão cada dia num nível melhor de produção, e hoje, o Brasil pode até prescindir dos reisados, pastoris, quadrilhas, bumbas-meu-boi, etc. mas, seria difícil tirar as novelas do povo. E pelos índices de audiência, eles preferem as da Globo, igual a mim que já sou povo e da classe C mesmo antes do Lula.

Dizer que as novelas tentam imbecilizar o povo é tão verdadeiro quanto dizer que qualquer manifestação cultural o faz. Neste sentido todos somos imbecis. Desde que o mundo é mundo, a realidade não é algo tão bonito de se ver como parece, e, ao tentar viver com ela, o ser humano necessita de seus contrapesos, e uma das formas é a ficção e entre elas está a arte, tanto erudita quanto popular. E a novela, que tenho certeza, é o gênero de arte mais apreciado pelo ex-apedeuta-mor, o Lula, pois ele nunca gostou de ler, ainda é uma boa opção.

Eu penso que a postagem do Roberto foi mais uma de suas implicações com a rede Globo, igual ao que ele tem também com a revista Veja. No entanto, dentro de minha ótica, eu ainda penso que o Lula não escolheu o Ratinho só por causa das trocas de rabadas entre eles (Lula comeu rabada na casa do Ratinho e Ratinho comeu rabada na Granja do torto, lembram?), mas sim porque ele sabia que se fosse entrevistado pelo Louro José, ele não poderia levar o Haddad a tiracolo, praticando um crime eleitoral.

Agora tenho que parar porque está na hora de Cheias de Charme. Aliás, vejam o poder da Globo fazendo uma pesquisa sobre o clip Vida de Empreguete na internet, nos rádios e noutros meios de comunicação. Pelo menos a Vilma, minha faxineira, que chegou aqui em casa cantarolando a música, não me pareceu imbecilizada, da mesma forma que no passado alguma empregada chegasse em seu trabalho cantando Xote da Meninas. Mudou o tempo ou mudamos nós? 

P.S.: Este texto foi escrito antes, mas, diante de coisas da vida só hoje o publicou. Pensou que não ficou fora de época nem caducou. Fico devendo o clip das empreguetes que agora não encontro. Depois eu pago.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Conforto ainda compensa o esfriamento da economia no Brasil





Por Ateneia Feijó (*)

As notícias da desaceleração da economia brasileira e os debates sobre ela parecem não alterar o humor na vida da maioria da população consumidora deste país. A razão de tanta tranquilidade? Simplesmente essa maioria não entendeu ainda o que está acontecendo.

Por enquanto o mais importante é que seu próprio endividamento, incentivado pelo governo, está valendo a pena.

Por quê? Pertencentes à nova classe média, os novos consumidores aproveitaram a fase acelerada e levaram para dentro de casa uma sensação boa, que se chama conforto.

Botar o pé no freio para pagar o que devem não chega a ser dramático. Nem mesmo a marcha mais lenta. Aquela sensação boa ficou.

Entretanto, parece-me irresponsável que agentes financeiros induzam pessoas, em dia com suas contas, a renegociarem o parcelamento do crediário para novas compras.

Não bastam os inadimplentes de fato? Eles sim, necessitados de renegociação de dívidas. E de um aprendizado do que é e como se faz um orçamento. Que pode ser diário, semanal, mensal, semestral... O que não faltam são fórmulas de cálculo. E angústias.

Para cada entrada de dinheiro há um limite de quanto pode sair. Que tem a ver com um cálculo básico, no qual a parcela dos ganhos ou do que já se possui deve ser sempre maior que a parcela dos gastos.

Simples? Nem tanto. Basta uma mexidinha malfeita nas parcelas para embaralhar a questão. Mais, não há renda (ou PIB) imune a imprevistos ou crises de qualquer ordem: doméstica, nacional ou internacional.

Além disso, é uma raridade o comprometimento de cidadãos com uma forma saudável de consumo. Vinte anos após a Rio 92, há muitos cariocas, morando perto ou longe da praia, nos morros ou no asfalto, que ainda não conseguem associar qualidade de vida à reciclagem de lixo, por exemplo. Tampouco percebem os limites da Terra.

O desenvolvimento socioeconômico de qualquer país neste século passa pelo conhecimento da população sobre a história humana, as conquistas e os alertas científicos. Por alguma prática em matemática, por equilíbrio emocional etc.

Países ricos empobrecem em relação ao que já foram ou tiveram. Sofrem não somente pelos equívocos de um sonhado modelo econômico, mas também pela frustração de suas políticas de bem-estar social não funcionarem exatamente como previam.

O mundo é sempre outro. Se os países emergentes forem espertos, poderão aprender um pouquinho com os erros e acertos dos mais experientes ou criativos. E adaptar-se melhor às mudanças no planeta.

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(*) Publicado no Blog do Noblat em 05.06.2012. A brilhante jornalista toca num ponto importante, nesta época de meio ambiente, falado aqui ontem por mim, e lembrando pela Rio+20. O que fazer com o desejo para consumir, da classe C criada pelo Lula e que a Dilma tenta manter. Semana passada na AGD, eu vi uma charge que representa uma resposta provável e que a reproduzo aqui embaixo:



A raquete serve também para matar o meio ambiente. O grande problema nosso é como evitar que esta enxurrada de crédito não nos comprometa no futuro. Sei que isto não é só um problema nosso, pois alguém já perguntou: E quando todo chinês tiver um carro?! (LP)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Lula continua obrando, inclusive, milagres...





Ontem o Piauí Herald publicou um texto de humor sobre os arroubos do ex-apedeuta-mor, o Lula, com o título: “Lua negocia fim de chuvas em feriados”. Diz, mais ou menos que aquele que tenta ser ex-presidente do nosso país há mais de um ano, e não consegue, que ele mostrou um projeto de lei de sua autoria que garante feriados com o sol a todo trabalhador brasileiro. Isto é piada para inglês rir, porque nós brasileiros não duvidamos de mais nada que venha da boca deste senhor.

Dias atrás no conterrâneo Roberto Freire foi motivo de galhofo entre aqueles que o acompanham nas redes sociais por reagir, com indignação á notícia que de que a Dilma iria substituir a expressão “Em Deus nós confiamos”, por “Em Lula nós confiamos”. Ele, simplesmente como todo brasileiro, acreditou no impossível, por se tratar de Lula.

Como minha sina agora é escrever pouco, vejam da revista  abaixo, e tentem rir, como sempre se diz, ainda é o melhor remédio:

“Animado com sua canonização em vida, o ex-presidente Lula marcou uma audiência com São Pedro para negociar o fim das chuvas nos feriados prolongados. "Nunca antes na história desse cosmos, dois santos barbudos se sentaram à mesma mesa para chegar a um acordo que melhore a vida do povo brasileiro", discursou o ex-presidente em exercício, enquanto tentava operar o milagre de ressurreição da CPMF. Em seguida, Lula atribuiu ao sucesso de seu governo o fato de não existirem furacões no Brasil. "Somos o país da eterna marolinha", repetiu, sorridente.

 Contrariado, São Pedro despejou chuvas e trovoadas em São Bernardo do Campo para denunciar a atitude do ex-presidente. "Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece. Um social-comunista-cristão vem me oferecer blindagem na CPI em troca de um cargo no Ministério da Pesca. Tenha Santa Paciência!", relampejou o Sumo Meteorologista.

Após doze horas de intensas negociações, Lula conseguiu convencer São Pedro a retirar a nuvem negra que paira sobre a cabeça de José Dirceu.”

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia Mundial do Meio Ambiente





O dia 05 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Em tempos normais eu escreveria sobre isto na data certa, como o fiz, há dois anos atrás no Blog da CIT, com um texto que transcrevo abaixo. No que ele trata de ecologia e meio ambiente, não mudou muita coisa. No entanto, o em sua conotação política, mudou o mundo e mudei eu.

Eu, naquela época, era um “marinete” convicta, e isto eu mostro até no título do texto (“Dia Mundial de MARINA”), hoje, depois de toda esta discussão do Código Florestal, eu já não sou tão fã dela assim, apesar de ver nela algum valor para a causa ambiental, mas, não tanto quanto antes.

E este ano vem aí a Rio+20, que é uma conferência que acontece na hora errada e no lugar errado. Vivemos uma época de crise mundial e o Brasil vive uma crise de valores políticos que pode tisnar o brilho da reunião e até afetar seus resultados. No entanto, discutir nosso futuro, o futuro do nosso planeta é importante, sem esquecer de que não podemos parar de comer e que precisamos de nossas terras para isto.

Toda esta discussão sobre o novo Código Florestal é um alerta para que este governo saia de sua redoma ideológica e se volte para o que nosso povo precisa, sempre levando em conta que estamos no mundo, mas, que o mundo não pode depender de nossa miséria para que ele sobreviva. E muitos dos vetos (no ano passado a única coisa que foi feita pela presidenta foi mandar embora os ministros demitidos pela Veja, e, neste ano, a única sua atividade é vetar artigo de leis para manter a popularidade) a este código estão sendo visivelmente, influenciados pela Rio+20. Isto é mau.

Mas, fiquem com o que escrevi há dois anos e meditem sobre o que nos falta, que eu meditarei sobre o que mudei:

“Hoje, dia 05 de junho, é o Dia Mundial da Ecologia e do Meio Ambiente. Nada há de mais importante, nesta época de calamidades naturais e provocadas pelo homem, do que o tema que gerou este dia. O ser humano sempre recorre aos símbolos para externar suas preocupações com o seu entorno. A criação de dias em homenagens a alguém ou a alguma coisa é um deles. Neste período de eleições, no qual, pela existência de uma candidata que encarna a luta pelo meio ambiente e sua preservação, este dia merece grandes comemorações.

Sua criação por uma conferência das Nações Unidas, em 1972, portanto, já há quase 40 anos, mostra a preocupação do homem com a destruição que ele tem causado no meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, onde pontificam como exemplos a diminuição da diversidade biológica, a poluição do ar, do solo e da água, desmatamento, diminuição da água potável para consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A Ecologia, hoje uma ciência, ou mesmo um conjunto de ramos científicos, se dedica ao estudo das interações dos seres vivos com o seu ambiente, e portanto teve elevada sua participação na área acadêmica, e também na área de políticas públicas voltadas para preservação da vida em nosso planeta.

Eu não sou uma “expert” no assunto. Aqui na CIT, quem o manejava muito bem era o Cleómenes Oliveira, hoje, feliz ou infelizmente, perdido dentro da Floresta Amazônica. Entretanto, por me dedicar à política e às prendas domésticas, terminei lendo e aprendendo sobre este tema. Hoje circula na internet um texto que se chama, os Dez Mandamentos Ambientais, que são normas, talvez mais simples do que nossos Dez Mandamentos bíblicos, pois até hoje não conseguimos cumprir o 6º deles (Não Matarás!), como deveríamos. Eles serão por mim comentados, dentro do que nosso Oliveira chamava de Ecologia Política. Conversamos sobre este assunto várias vezes e espero não está distorcendo este ramo desta ciência criado pelo nosso colega, e para quem rezo todos os dias. São os seguintes, os falados mandamentos para o meio ambiente:

1. Estabeleça princípios ambientalistas: estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas;

Isto quer dizer, mais ou menos o seguinte: Ao votar em outubro, estabeleça seus compromissos com o meio ambiente. Verifique quais candidatos entendem realmente desta questão, e que tem uma vasta experiência ao lidar com ela. Não aperte a tecla sim sem fazer isto e ter uma perfeita consciência da importância do meio ambiente.

2. Faça uma investigação de recursos e processos: confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo esforço humano;

Ao escolher entre os candidatos observe bem os processos em que eles estão enquadrados e os devidos recursos interpostos. Veja por exemplo, o que eles fizeram no passado pelo meio ambiente, se eles desperdiçaram matérias primas como foi feito no PAC, e no rodo-anel de São Paulo.

3. Estabeleça uma política ecológica de compras: priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis;

Não se deixe enganar pelas aparências e pela lábia dos vendedores. Nesta eleição tem gente querendo “vender gato por lebre”, tentando empurrar candidatos com promessas de continuísmo, como se eles já tivessem sido testados. Fique esperto e não se deixe levar pelas aparências. Pense nos candidatos pelo que eles podem fazer com o meio ambiente, quanto sua qualidade e durabilidade e que não precise de acordos que danifiquem sua capacidade de reutilização. Não confie em todos os vendedores, faça você mesmo sua análise. Definitivamente, recuse candidatos que joguem no sistema 8-4-8, isto pode incendiar o Brasil.

4. Incentive seus colegas: fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta;

Depois de sua decisão, não fique com ela só para você, fale com seus colegas e mostre quem realmente é a melhor candidata, que será aquela que agir de forma ambientalmente correta.

5. Não desperdice: ajude a implementar e participe da coleta seletiva de lixo;

Evite de todas as formas o desperdício. Proponha em seu bairro e prédio uma lixeira com compartimentos para coleta seletiva, e não esqueça do reservar um para candidatos que nem ligam para a preservação da vida em nosso planeta. Lixo com eles!

6. Evite poluir seu meio ambiente: faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos;

Este é um dos mais importantes Mandamentos. Veja quais candidatos são realmente tóxicos. Veja se eles já se envolveram com obras faraônicas, criticaram o IBAMA, são favoráveis à usina hidrelétrica de Belo Monte sem nenhum estudo ambiental e outras atitudes de natureza nociva para com a nossa natureza.

7. Evite riscos: verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema! Antecipe-se!!

Antecipação, eis a palavra mágica. Não espere que o problema aconteça pensando que, porque algum candidato é ignorante na questão ambiental, isto não seria um impedimento. É claro que é. Veja quem já lidou com esta questão diretamente, como por exemplo, tendo sido ministra do meio ambiente, e reverenciada por todo mundo como uma amiga do planeta.

8. Anote seus resultados: registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas;

Até outubro anote o resultado dos estudos e quais candidatos você avaliou e como eles se saíram, e conte aos seus colegas, isto o manterá com estímulo para uma possível campanha para reeleição.

9. Comunique-se: no caso de problemas que possam prejudicar seus vizinho e outras pessoas, tome a incitava de informar a tempo hábil para possam minimizar prejuízos;

Isto é muito importante. Neste caso faça como o Collor e diga: “Não me deixem só”. Amplie seu raio de comunicação, mostre a todos seus estudos, anotações e os prejuízos causados pelos outros candidatos ao meio ambiente, mesmo que eles tenham sido “genéricos”, ou uma obra qualquer do PAC.

10. Arranje tempo para o trabalho voluntário: considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta a efetiva para melhoria da vida do planeta.

Não seja mercenário, não venda seu voto. Dedique seu tempo, habilidade e talento para dizer ao mundo que a contribuição de qualquer um é extremamente importante para a melhoria da vida no planeta.

Eu, mesma sem talento quase nenhum, e mesmo tendo produzido a maior "barriga" da história dos Blogs deste país já perdoada por meu confessor, sigo fielmente este decálogo e já cheguei à minha conclusão que estou compartilhando com o mundo, embora sem uma Nota Oficial, pois "gato escaldado tem medo de água fria":

3 DE OUTUBRO DE 2010 É DIA DE MARINA.”

P.S.: Já temos outras eleições, agora no dia 7 de outubro. E nestas alturas não poderemos nem dizer de quem será o dia 7 de outubro, mesmo em Bom Conselho. Quando eu souber, direi.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dia dos Namorados, Dia de Santo Antônio e a Copa do Mundo





Em 2010 escrevi um texto onde falava do Dia dos Namorados (aqui). Hoje, minhas condições não permitiram escrever sobre o evento. Era ano de Copa do Mundo e, como sempre, véspera do dia de Santo Antônio, um santo por quem tenho grande devoção. Por isso, misturo tudo hoje aqui me citando outra vez. Como estamos já perto de outra Copa mantive o título, invertendo as palavras.

Hoje o diálogo entre a “jabulani” e a “vuvuzela” quase continua o mesmo, apenas com um neto a mais, que não me deixa namorar até mais tarde. Parabéns aos namorados de todas as idades, inclusive da terceira, como a Ana Diva. Eu estou chegando lá.

“Eu não ia escrever hoje (dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio) mas, quando acordei ontem pela manhã, em minha cama ainda quentinha, e meu marido virou prá mim e disse:

- Parabéns minha “jabulani”!!!

Eu, sem saber o que aquilo significava, se ele estava me elogiando ou me xingando, perguntei, com o ar de espanto:

- Sua o que!?

Ele me respondeu com um ar de carinho e um pouco de surpresa:

- Lucinha, tu não tás lembrada que hoje é dia dos namorados? Já estás caducando, é!?

- Não senhor! Eu sei que hoje é Dia dos Namorados, eu não sei o que é “jabulani”.

- Minha “veia” (como ele me chama na intimidade, e eu odeio, e sempre respondo, “veia” é a tua mãe) não acredito que tu não sabes o que é “jabulani”. É a nova bola usada na Copa do Mundo da África do Sul. Linda, a bola, embora um jogador disse que ela parece sobrenatural pois ele não conseguiu, até hoje, fazer um gol com ela.

- Você quer dizer que eu pareço com ums bola, é!? Pois agora eu lhe respondo: Parabéns meu “vuvuzela”, só faz barulho irritante e fedorento, e mais nada!

Com este começo de dia, resolvi escrever e contar para o mundo sobre o romantismo dos namorados na terceira idade, que existe e se amam mesmo sendo uma “jabulani” e uma “vuvuzela”, mostrando este diálogo exemplar.

Uma coisa puxa a outra do mesmo naipe. Esta semana estava vendo Passione (parece que está esquentando, não é Roberto?) e durante os longos intervalos comerciais entrou uma propaganda política dessas que nós pagamos e nem dar vontade de comprar o produto, apareceu a Dilma. Meu Deus, como está diferente. Passou do Sargento Tainha para Luiza Brunet em pouquíssimo tempo. Eu mesma, já um pouco desgostosa com a política, recebi uma injeção de ânimo. Campanha eleitoral faz bem. Tenho que escolher um bom marqueteiro. O poste está novo e tão enfeitado que parece mais pau da bandeira em dia de festa de Santo Antônio. Entretanto, sempre lembro do que minha mãe dizia e se aplica bem ao poste: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

Mas, por falar em Santo Antônio, volto aos namorados, pois este santo, de minha devoção, é tido como um santo casamenteiro. Para mim, apesar de ter morado perto do Alto de Santo Antônio, em Bom Conselho, onde temos uma igreja em sua homenagem, ele nunca me ajudou nas minhas tentativas de namoro. Hoje não sei, se com o castigo que lhe impuseram construindo um “cuscuz” defronte de sua igreja, ele fosse de mais ajuda para mim. Aquele “cuscuz” só pode ter sido obra de alguém que também não teve suas preces atendidas pelo nosso milagroso Santo Antônio. Todas as moças casadoiras da época acreditavam em sua força. Hoje elas diriam que ele casaria até um poste. Eu já digo que para menina pobre como eu fui, o bom mesmo é apelar para São Benedito, pois foi com ele que me peguei, quando cheguei ao Recife, para encontrar o meu “vuvuzela”.

P.S.: Para os desmemoriados, “jabulani” foi o nome dado à bola usada na Copa da África do Sul. Aqui no Brasil já devemos pensar num nome para nossa bola. Talvez a “martinha”, em homenagem à Marta Suplicy que levou tanto chute do PT.  E “vuvuzela” eram aquelas cornetas irritantes que eles levavam para os estádios. Aqui no Brasil serão chamadas agora as “lulinhas”. Não para de berrar e irrita todo mundo, menos o povão que não entende o que ele fala.