sábado, 7 de janeiro de 2012

O Encontro dos Bom-conselhenses, política e almoço livre





Eu vi ontem na AGD a publicação da programação do II Encontro dos Bonconselhenses. Eu também a recebi da amiga Socorro Godoy, que é uma de suas organizadoras. Eu não quis publicá-la antes porque notei algumas diferenças entre a programação que foi divulgada antes e esta agora, e estava esperando que outros publicassem para comentar também, já que as diferenças fazem a diferença.

Vamos por partes, como convêm a um trabalho de desenho que eu gostaria de ter para ficar esclarecida. Esta programação pelas minhas informações foram feitas no ano passado, depois do primeiro Encontro e quase não houve modificações, até esta últma programação. Esta última já tem modificações substanciais, que tanto pela mudança da época, dentro do meu ponto de vista, exigem alguma explicação.

Eu fiquei tocaiando esta programação por um motivo muito simples. Eu me interesso por política e principalmente pelo processo eleitoral de Bom Conselho, e este ano é um ano eleitoral em nossa terra, portanto, devemos estar à espreita. Nas outras versões eu penso que houve muita exposição da Mamãe Juju na mídia por causa deste encontro (principalmente, quando era dos Papacaceiros). Apesar de reclamar, eu reconheço que por ela ser só a prefeita talvez tivesse razão em agir com tal, já que não havia muita coisa a mostrar  de realizações até então.

Neste ano é diferente, pois já sabemos segundo ela própria, que ela será candidata à reeleição, e até por princípios éticos ela não deveria usar o cargo para se promover eleitoralmente, embora, ela não esteja, ultimamente, obedecendo estes princípios pois está fazendo mais propaganda do seu governo do que o Poeta de sua nova rádio. Mas, eu estou atenta e minhas fontes também.

A programação que vi no passado e esta também, pelo menos não dá nenhuma ênfase ao setor público, que deve participar dentro do seu papel normal de provedor da infraestrutura básica para qualquer evento programado, e não somente este. Muito pelo contrário, o que achei era que ela dava muita ênfase na propaganda de um empresa privada: o Hotel Raízes.

Já disse em algum lugar que não sou contra a participação da iniciativa privada nos eventos, desde que, não sendo um produto exclusivo de cada empresa, haja a devida concorrência para que os consumidores e não só os produtores sejam beneficiados.

E a primeira programação, apesar de beneficiar o Hotel Raízes em termos das atividades realizadas no evento, falava de um “almoço livre”, o que eu interpretei com sendo uma contrapartida da empresa pela sua propaganda na festa. Seria justo, embora não soubesse o interesse de outras empresas em participar.

E aí vem a primeira diferença da programação. Enquanto uma prevê “almoço livre”, a outra prevê o pagamento do almoço e das bebidas. Eu não sei informar, qual foi o acordo ou a negociação feita entre a empresa e os organizadores do evento para esta mudança. O que não pode ocorrer é a propaganda gratuita da empresa sem nenhum contrapartida. Eu espero e outros participantes também esperam informações, para entender.

Outra diferença é que a nova programação inclui um dia a mais de atividades: o dia 16. Achei um ótima programação, para as pessoas conhecerem o que resta de nossas belezas naturais como a cachoeira de Rainha Isabel (espero que não esteja seca pelo desmatamento desenfreado em toda nossa região) e pelas nossas belezas artificias, como esta barragem do Bálsamo, que não conheço e até o ponto de cultura Mulheres de Fibra, que deve ter a influência da Socorro Godoy e de sua luta para salvar o nosso gênero em Bom Conselho, apesar da Mamãe Juju.

O que acho é que agora o encontro ficou um pouco longo demais e vamos voltar, talvez, ao problema do Forróbom, que se alguém conseguisse ir a todos os dias terminaria aleijado das pernas. O que espero é que se o último dia houver mesmo, é que a ressaca seja curada no Hotel Raízes com o almoço livre prometido na primeira programação e tirado nesta. Se for assim, tenham todos uma boa ressaca livre.

Abaixo a Programação da festa, a qual eu não vou, pois num evento destas proporções, o Xico Pitomba tem toda facilidade para agir, e como disse e repito: “Quem tem cotovelo, tem medo”.

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II ENCONTRO DOS BONCONSELHENSES
13, 14, 15, 16 e 17 de janeiro de 2012.

PROGRAMAÇÃO

Dia 13

19h – Missa na Igreja de São Sebastião
21h – Concentração no Coreto em frente à Igreja São Sebastião
21h30min – Saída da Serenata pelas ruas da cidade – Roteiro: Rua Agamenon Magalhães, Rua Dr. Manoel Borba, Praça da Bandeira, Sete de Setembro e Praça D. Pedro II. Comando do Maestro José Povoas
23h – Seresta na Praça D. Pedro II
          Regional “Amigos Bomconselhenses”
          Basto Peroba e seu Regional
          Filhos de Bom Conselho

Dia 14

10h – Saída para o Hotel Fazenda Raízes
          Um dia com muita animação, banho de piscina,                                     
          pescaria, muito bate papo, Musica ao Vivo,
          1º momento para lançamento de Livros dos Bomconselhense:
          Sebastião Gomes Fernandes – Busque a sua FELICIDADE;       
          almoço e bebida por conta de cada participante.
22h – O grande Baile com a Orquestra OHARA e
          Regional “Amigos Bomconselhenses”
          2º momento para lançamento de livros:
          Sebastião Gomes Fernandes
          Local – Clube dos 30

Dia 15

11h – Regional “Amigos Bomconselhenses”
12h - Feijoada  
13h - Gilberto e Banda
17h - Descida do Clube com muito frevo – Roteiro: Rua Otavio Correia, Rua Luis                                             Pompeu da Rocha, Av. Ten. Raul de Holanda e Praça D. Pedro II.
19h - Encerramento na Praça D. Pedro II com Musica ao vivo

Dia 16

13h – Saída da Praça d. Pedro II para o Povoado de Queimadas
Visita ao Ponto de Cultura Mulheres de Fibra
Visita a Barragem de Balsamo
Visita a Cachoeira de Rainha Izabel.
17h volta para Bom Conselho

Dia 17

10h Ressaca no Hotel Fazenda Raízes com Pé de Serra.
saída da Praça Santo Antonio.

Adriane Malta
Socorro Godoy
Divanete Ferro
Duênio Amaral
Bia Ferro

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sobre Bom Conselho, as Origens das Espécies e o Bolsa Família (Parte Final)




Hoje apresento a parte final do texto do Cleómenes, onde ele, com sua imaginação prodigiosa, exporta o Bolsa Família para outros mundos. Ainda chegaremos lá, mas, hoje já estamos começando a emagrecer. Fiquem outra vez com o Cleómenes:

“A mente brilhante de Darwin logo deduziu, de sua ideia fundamental sobre a origem e evolução das espécies, a seleção natural, uma explicação para os acontecimentos. Os pais dos animais castrados, ao verem a judiação que se fazia com os menos afortunados de sua espécie, sofreram mutações casuais, e algumas modificações dos seus genes (isto só se descobriu modernamente) fazendo com que seus filhos já nascessem castrados e gordinhos, evitando o sofrimento posterior. Isto foi corroborado pelo fato de, cada vez mais, aumentar a escassez destas espécies na região. Os castrados não podiam se reproduzir.

Não se sabe o que as hipóteses feitas pelas observações nesta região, onde hoje fica o município de Bom Conselho, influenciaram nas conclusões de seu brilhante livro. O fato comprovado é que não temos mais veados ou caititus nesta área. Aqui o mecanismo da seleção natural funcionou às avessas, pelo menos para os bichos.

Num salto no tempo, como convém a quem escreve sobre a Teoria da Evolução das Espécies, lá pelos anos de 2000, nesta mesma região, de Bom Conselho, o que preocupava era a existência de muitas pessoas com rendimento tão baixo, a ponto de não se atingir um nível de reprodução adequado da sua força de trabalho (Karl Marx mexeu com estes conceitos e foi contemporâneo de Charles Darwin, mas nada indica que tenha estado em Bom Conselho). Isto poderia ter sido provocado pela escassez da flora e fauna, provocada pela castração dos animais e seu consequente desaparecimento? Eram hipóteses a serem levantadas pelo agora forte setor público com todas suas pesquisas, planos e programas, mais conhecidos nesta época como políticas públicas.

Depois de alguns estudos, com o apoio da CODEAM, uma associação de prefeitos da região, descobriu-se então que se estes trabalhadores tivessem escolas dignas, remuneração decente, alimentação farta e de qualidade, seria melhor para o futuro de todos. Os governos, os empresários e os homens que pareciam ser de boa vontade, começaram a fazer esforços no sentido de prover tudo isto a partir de políticas públicas voltadas para os pobres. Todos ficaram maravilhados com o sucesso das medidas adotadas. O analfabetismo quase acabou. Os indicadores de mortalidade infantil quase foram a zero. O número de pobres quase contraria as Sagradas Escrituras quando Jesus diz que “pobres sempre existirão na face da terra”. Parecia que todos seriam felizes para sempre, ou pelo menos por um bom tempo, ao ponto de se desmentir o dito popular de que “alegria de pobre dura pouco”.

Com outro salto no tempo, agora no ano de 2056, um cientista inglês, por nome de Joseph Darwin, bisneto do Charles Darwin, visitou Bom Conselho. O motivo de sua visita inusitada a este município fora uma estória, ouvida por ele ou lida em The Economist, que, nesta região, todos nasciam magros e continuavam magros pelo resto da vida. Isto era importante para ele, pois não sendo mais um cientista interessado apenas nos estudos, como seu bisavô, uma fórmula da magreza geral deveria render um bom dinheiro, já que ainda persistiam os padrões estéticos do século anterior que privilegiavam os magros. E vinda da terra que um dia teve Gisele Bündchen, era tudo de bom.

Chegando lá, encontrou uma população vivendo ao nível de subsistência, isto significando que o que eles comiam era apenas o suficiente para permanecerem vivos. No entanto, ele também constatou que todos comiam três vezes ao dia. Todos trabalhavam numa empresa chamada Perdigão, que era produtora de alimentos, e por motivos óbvios, era inteiramente voltada para exportação, já que todos consumiam o mínimo dentro do Município.

Curioso como seu ancestral, procurou então alguém para esclarecê-lo sobre este fenômeno. Dirigiu-se então à Academia de Letras da cidade. Nem é necessário dizer que diante das pessoas que encontrava, mesmo se considerando magro, ele se sentia um Jô Soares. Quando entrou na casa, sede da Academia, de arquitetura quase colonial, com varandas e alpendres, tendo pertencido a um Coronel de muita importância no passado político da cidade, se viu diante de uma cadeira grande de estilo Luis XV. Nela, sentado, de óculos e com seu fardão inconfundível, o seu presidente, A. Tenório Vieira Neto. Deu para o visitante observar, acima da cadeira, na parede, um retrato grande, quase como se fosse uma pintura, de um senhor com bigodes e cabelos longos segurando um ramo de lírios brancos que dava paz e serenidade àquele ambiente de sapiência e cultura. Soube depois ser o Patrono da Academia.

Ao ver entrar o visitante, o presidente levantou-se para cumprimentar aquele representante de Sua Majestade o Rei Charles II, bisneto da Rainha Elizabeth II, que reinara no Reino Unido no início do segundo milênio, tendo abdicado em favor do seu filho Charles. O Joseph Darwin foi logo ao que interessava, indagando-lhe se havia uma explicação plausível para aquele fenômeno peculiar a algumas regiões do Brasil.

Tudo começou, disse o Presidente da Academia, lá pelos anos de 2003, quando um governante criou um mecanismo chamado de Bolsa Família. Era um auxílio financeiro às famílias de baixa renda. Na sua língua poderíamos chamar, numa tradução livre, de Family Benefit. Como promessa de campanha ele tinha a meta de fazer com que todas as pessoas tivessem pelo menos três refeições por dia. E este auxílio foi a solução encontrada por ele.

Pelo menos para esta região do Brasil, esta promessa foi cumprida. Dentro de 10 anos todos já comiam três vezes ao dia. A comida não era muita. Seria impossível engordar com ela. Entretanto, as horas de trabalho, exigidas de quem participava do programa, eram as mínimas possíveis. Conta-se que pessoas antes trabalhadoras tenazes ganhavam um pouco mais, no entanto, achavam que seu trabalho era demasiado para aquilo que ganhavam, então se tornaram cada vez mais invejosas daqueles que ganhavam o Bolsa Família, e trabalhavam muito menos. Estes, participantes do programa, diziam: o pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada. E cada dia faziam mais inveja aos poucos remanescentes de fora do programa. Todos que trabalhavam, certo dia, deixaram de faze-lo, e reivindicaram o auxílio. Até que todos aderiram a ele. Ganhavam pouco, comiam pouco e portanto todos eram magros. Dizem que até aumentou a expectativa de vida na área e o número de "modelos", desta região, trabalhando nas passarelas no exterior aumentou muito.

Isto passou de geração para geração. Antes que o nosso cientista visitante apelasse para suas hipóteses biológicas sobre a permanência da magreza pela a transmissão de genes, mutações, etc. nosso respondente, que havia aderido também recentemente ao programa, disse: os genes, mutações, adaptação ao meio, e outras causas biológicas não tem nada a ver com isso. O fato principal foi que, ao longo do tempo, os políticos descobriram que, sem o programa do Bolsa Família jamais seriam eleitos. E todos o apoiaram, da situação ou da oposição. Agora todos defendem com unhas e dentes o auxílio. Quando chega algum político propondo que se deve voltar ao trabalho ou com promessas mirabolantes como, vamos engordar de novo, ou vamos comer mais, tem seus 3 ou 4 votinhos e logo que podem, deixam para lá estas idéias, e aderem ao programa. Eis ai, caro cientista, a explicação é simples assim. É um processo de seleção natural da classe política ou poderia dizer espécie política. Os políticos dizem que as crianças já nascem com um cartãozinho de filiação ao programa, embora não ouve até agora comprovação empírica desta hipótese. Na última pesquisa feita descobriu-se que sempre que isto ocorria, havia entrado um político na maternidade. Temos muitos estudos pela frente ainda.

Até agora, não houve desmentido do governo britânico à notícia de que, ao chegar em Londres, o cientista, ia lançar o livro: Sobre o Destino das Espécies.*** Com isto, ele estaria tentando influenciar os pilares da ciência moderna na área de beleza e emagrecimento propondo, à moda inglesa, o Bolsa Família.

Já se foi a nossa biodiversidade agora se vai também nossa magreza.

Cleómenes Oliveira
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***"On the Destiny of Species by Means of Family Benefit or The Preservation of Favoured Political Classes in the Struggle for Life" – Sobre o destino das espécies através do Bolsa Família ou a preservação da classe política favorecida na luta pela vida.”

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Sobre Bom Conselho, as Origens das Espécies e o Bolsa Família (Parte I)




Ontem, em um texto despretensioso sobre a política de Bom Conselho, fui comentada pelo Prof. Hadriel Ferreira, que é nascido na nossa região do Agreste Meridional e conterrâneo do meu colega Zezinho de Caetés e do nosso “amado”, “querido” e “idolatrado” presidente Luiz Inácio. Nós temos algumas afinidades ideológicas, disso já sabia, entretanto, nunca pensei que ele estivesse estado tão perto de minha terra.

O comentário foi mais a uma foto que ilustra o texto do que ao texto em si. Esta foto mostra a Casa do Coronel Zé Abílio em Bom Conselho. Como a foto foi alterada para um artigo do Blog da CIT, ele poderá até pensar que lá é realmente uma Academia de Letras de nossa cidade. Não, caro Hadriel, não é. Ainda é a casa da Ismênia, que segundo você é tia de uma sua namorada na faculdade. Agora eu é que fico ruminando, de quem é filha a sortuda criatura que namorou como você, pois pela sua foto você é um gato (com todo respeito pois não conheço o temperamento de sua esposa), pois conheci todas as irmãs da Ismênia. Também fiquei nostálgica.

Para curar a nostalgia fui ao Blog da CIT e li o artigo onde estava esta foto, que repito aí acima, e que pode ser visto aqui em seu original e com outras fotos ilustrativas. Eu já havia lido, mas me surpreendi pela sua atualidade e pela habilidade do meu colega ateu-cristão Cleómenes Oliveira desenvolver o assunto.

Eu não sei onde está o Cleómenes, que talvez esteja lá por perto do Hadriel pela floresta amazônica a defendendo, mas ele merece, tanto quanto o Diretor Presidente, que o Zé Carlos homenageou na AGD, também uma homenagem, e que já comecei publicando outro seu texto (aqui). Naquela época todos éramos prolixos, e escrevíamos em blogs esperando ir para alguma Academia de Letras, então, resolvi publicar o artigo em duas partes, pois hoje só quem almeja a academia em Bom Conselho é o Zetinho, embora, já cansou de bater na tecla.

A imaginação do Cleómenes era fantástica e este texto é apenas uma amostra. É uma pena que, sendo ateu, não vá para o mesmo lugar que eu quando morrer, que é sentada à mão direita de Deus pai, todo poderoso, e ele que me perdoe, se quiser me colocar na esquerda, eu não quero, e se for a esquerda brasileira eu prefiro o purgatório. Fiquem com o Cleómenes:


“Recentemente se comemorou o 200º aniversário de nascimento do cientista inglês Charles Darwin (1809-1882), conhecido, principalmente, pelo seu livro Sobre a Origem das Espécies*.

Nele, depois de viajar pelo mundo colhendo evidências e fazendo hipóteses, Darwin levantou a mais polêmica de todas: os ancestrais do homem são mais parecidos com os macacos do que com Adão. Aqueles que achavam que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança começaram a dar algum valor aos chimpanzés, mesmo que todas as afirmações a este respeito, até agora, tenham seus prós e seus contras, sem conclusões fatais para um lado ou para o outro.

O que todos sabem de fato, sobre esta viagem, é de sua passagem, entre outros lugares, pelo Brasil, pelas cidades de Salvador (Bahia) e Rio de Janeiro. Em Salvador o SMS Beagle, navio em que viajava, aportou em 29 de fevereiro de 1832, local onde ele ficou maravilhado com a floresta tropical, e mostrou sua sensibilidade ao classificar a escravidão como uma atitude humana ofensiva e, por isso, quase foi banido da expedição.

O que muitos não sabem é que durante esta parada na Bahia, ele fez uma esticada pelo interior do Brasil, - ver roteiro no Mapa - atingindo Sergipe, Alagoas, e depois, indo até uma área com as seguintes confrontações: “as terras ao Sul de Alagoas (Palmeira do Índios, Tanque d’Arca, Campo de Anadias); em Pernambuco ao Norte faziam divisas com o município de Garanhuns, próximo ao povoado de Brejão de Santa Cruz, a Leste com o Poço do Veado e a Oeste com o município de Águas Belas.” Esta região foi a ele indicada por pessoas que, ao saber dos seus objetivos como estudioso, havendo passado por ela, souberam de algumas espécies, parecidas com veados e caititus (porco-montês), que já nasciam gordos e castrados. Na época a localidade em lide já se chamava de Papacaça.

Ao chegar lá, com sua curiosidade à flor da pele, como convém aos cientistas, ele perguntou a origem daquele nome. Foi lhe contado por um morador local (poderia ser um ancestral de Zé Bias, fala-me alguém no ouvido) ser um costume antigo pegar os animais que serviam de alimentação, castrá-lo e soltá-lo para que depois, pela sua abundância, fossem pegos mais gordos. Daí, começaram a chamar aquela localidade de Capacaça. Já mais tarde, continua o respondente, por volta de 1774 o povoado, que tinha à frente Matias da Costa Villela, que construiu uma igreja sob a invocação de Jesus, Maria e José, se tornara um homem influente entre os colonos e os comerciantes. Não era só o chefe da família patriarcal. Era também chefe político da região e muito conhecido pelo nome de Comandante. Possuidor de grande autoridade e por não gostar do nome Capacaça, mudou o nome do povoado para Papacaça.**


Cleómenes Oliveira
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* "On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life" - Sobre a origem das espécies através da selecção natural ou a preservação de raças favorecidas na luta pela vida

**Alguns trechos que soem como algum fato histórico real deve-se a várias fontes, e aqueles relacionadas com Bom Conselho, deve-se a Celina Ferro no livro: De Capacaça a Bom Conselho. As fotos são da CIT, Internet (vários sites) e do Saite de Bom Conselho (Agradecemos a Saulo Neto, administrador do saite em 2056 pela autorização).”