segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O beijo do Padilha. Só para não contrariar o Carlos Sena...


O que haveria nesta seringa?


Hoje eu tenho um bando de assuntos para escrever aqui em meu blog, pois estou chegando de uma conexão ruim e eles se acumularam. Indo agora nas redes sociais, surgiu mais um a que dei prioridade pois, o meu conterrâneo Carlos Sena, pelo grande escritor que é, deixou para trás até o que iria escrever sobre o texto do Zetinho lá na A Gazeta Digital, sobre o nossa Academia Bom-conselhense de Letras.

Todavia, foi bom este achado no Facebook, pois me dá tempo de respirar antes de entrar nos outros assuntos, porque publico uma postagem do Carlos, lá, que tem como texto de abertura o seguinte: “Parece que foi ontem: Só pra contrariar Lucinha Peixoto...”. Eu fiquei tão lisonjeada que não resisti em transcrever aqui seu texto e logo abaixo o que lá escrevi com uma pequena modificação que não altera o sentido. Deixei até em forma de quadrado ou retângulo com se escreve naquela rede social.

Acho que vale a pena iniciar a semana falando do programa Mais Médicos mesmo sem saber se as cubanas Nancys, já receberam seus registros para trabalharem e se já nomearam seu tutor médico, como é previsto pelas nossas leis. Espero que elas estejam bem e que façam pelos nossos pobres, pelo menos o que nosso saudoso Joaldi fazia no Posto da Higiene. Isto é, se o posto de saúde dos distritos para onde elas foram tiverem condições iguais a daquele posto, que foi tão útil aos bom-conselhenses. Vacinei-me contra bexiga lá.

Agora fiquem com nosso diálogo, sincero e amigo, infelizmente, sem beijos:

“Parece que foi ontem. Só pra contrariar Lucinha Peixoto...

O MINISTRO MINISTRO
POR CARLOS SENA

Hoje eu me encontrei com o Ministro Padilha na frente do Ministério. Ele desviou seu trajeto e veio me cumprimentar, mas pra mim não foi surpresa. O nosso Ministro é grande também por gestos nobres. Ele, simplesmente não se esqueceu de mim quando fomos diretores na Funasa. Ele nem sonhava em ser Ministro, mas já carregava consigo esse viés da sabedoria que os mais simples, os usuários do Sus e até os mais aquinhoados precisam. Gente assim, como a gente. Gente que sabe que os cargos não são dele e que um dia passarão como nos disse o poeta: "esses que estão por ai atravancando o meu caminho, eles passarão, eu passarinho" (Mario Quintana). Foi essa a sensação que eu tive com o abraço apertado e um beijo fraterno no rosto, tipo o que Jô Soares dá nos convidados (mal comparando) que levei do Padilha. Detalhe: ele se lembrou inclusive do meu nome e ainda foi além: "Sei que vc está com Mozart". Achei isso muito digno, pois ninguém que ocupe aquela pasta pode ser diferente, porque o SUS é um pouco dessa compreensão e compete aos seus gestores - do mais simples ao mais graduado, também ser simples e competente e enérgico e valente para que o SUS se consolide como conquista cidadã das maiores que o mundo já viu. Hoje, pois, gostaria de dar esse depoimento menos porque o Ministro me saudou efusivamente, mas porque tem que ser assim se quiser ser autoridade pública e comprometida com o bem público. Eu já sabia que Padilha era assim, pois que trabalhamos juntos como dissemos. Eu só não imaginava que ele permanecesse assim diante do poder que detém e isso só lhe faz maior e o credencia alçar vôos mais altos com as bênçãos de Deus.”

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“Só para o Carlos Sena não ficar contrariado

Por Lucinha Peixoto


Caro Carlos Sena, você não me contrariou. Contrariar no sentido em que um filósofo enciclopédico, nosso amigo no Facebook, deve ter visto na Enciclopédia Britânica, que é tentar mostrar que eu estou errada. Eu nunca disse que o Padilha não seria seu bom amigo e sim que, como político ele não passa de um aproveitador do momento em que o Lula decidiu candidatá-lo a governador de São Paulo, cometendo o crime eleitoral recorrente de fazer propaganda antecipada. Veja o que o Lula disse sexta-feira em São Paulo: “Quero dizer pra vocês, sem ter falado de eleição, que nós precisamos eleger o Padilha para ele ajudar a Dilma. Se ela tiver por trás o Padilha, o Mais Médicos e o Estado de São Paulo, vai ficar muito mais fácil a gente fazer muito mais pelo Brasil.” Caro Carlos, isto é uma desfaçatez enorme, usar a doença dos brasileiros pobres para fins eleitorais (aliás, seria isto uma novidade?). O Lula brinca com as leis brasileiras e usa o seu (do Carlos) amigo Padilha para isto. Tenha dó caro conterrâneo, é preciso uma amizade muito forte para compactuar com isto. E o seu amigo Padilha, ao balbuciar algumas palavras disse: “O Mais Médicos é um primeiro passo para uma grande mudança que faremos neste país. E o passo mais corajoso que um presidente já deu.”. Ora, se este é o passo mais corajoso que um presidente já deu, faltando 1 ano para que o PT deixe o poder depois de 11 nele, coitado de nós, se este partido continuar no poder. Mas, pensando bem, ele parece ter razão, porque não é toda pessoa sensata que aprova e incentiva o trabalho escravo, ou para ser mais leve, uso o eufemismo de trabalho análogo à escravidão, nos dias atuais. O Mais Médico nada mais é do que venda de pessoas, que não têm culpa, como nossos escravos não tinham culpa no passado, de serem transportados nos porões dos navios. Eu não incentivo que os detratem ou os denigram. Eles não tem culpa. São apenas vítimas de um sistema ditatorial de um bando de energúmenos que estão no poder por 60 anos enrolando o povo cubano. O triste é termos um governo que os apoie, e mais triste ainda em termos um conterrâneos que acompanha os escravos e a única coisa que faz é pedir para não lhe colocarem a ferros quando trabalharem. Caro Carlos, eu gostaria muito que as Nancys lá de Bom Conselho pudessem ir ao Clube dos 30 para uma festa, dessem entrevistas aos blogs e pudessem falar de suas famílias (ou ainda melhor, estivessem com seus familiares), além de cuidar dos doentes pobres, mas, isto não é possível, pois se o fizerem elas voltam para Cuba ou suas famílias sofrerão as consequências. Este tráfico de gente é incivilizado, Carlos. E, portanto, você não me contrariou. Eu, como mais velha,  apenas lhe digo que cuidado com o beijo do Padilha, pois Judas fez o mesmo com Jesus, e você sabe o resto da história. E ao povo brasileiro eu digo, cuidado com o beijo do PT. Neste caso, é o beijo da morte.”

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O debate dos advogados e o Poeta enganador


Casa de Dantas Barreto (foto do Tiago Padilha)


Ontem fui enganada de uma forma vil. Depois de ter quase 300 acessos no meu blog, e tenho certeza, de pessoas que sabem ler, o que me faz sempre concluir, modéstia à parte, que ele é o mais lido de Bom Conselho, escrevendo sobre a Estabilidade Financeira, vi uma chamada no Blog do Poeta que dizia: OS ADVOGADOS RENATO CURVELO E VICTOR PEREIRA PARTICIPAM DO PROGRAMA NOTICIAS DAS SEIS DA RADIO DO POETA.COM.

Eu, bobinha que sou, interessada em ouvir um bom debate (melhor ainda se o Poeta não se metesse) entre, o que me pareceu, dois bons advogados, às seis horas estava tentando sintonizar a Rádio Web Poeta. Só isto já é um horror, porque tive que ficar ouvindo o repertório brega da rádio e as propagandas do Blog do Bardo de Arapiraca, que é o blog dos 2 milhões de acesso. Me engana que eu gosto. Mas, fiz o sacrifício e lá pelas 6:20 aparece aquela voz de recepcionista de telemarketing, com pose de radialista.

Então, eu fiquei rezando para que ele terminasse sua catilinária contra o anonimato, inclusive tentando amedrontar os blogueiros que publicam recados anônimos dizendo que os blogueiros são responsáveis por eles. Que mentira que lorota boa. Se ele tivesse prestado atenção ao que se publicou nos próprios blogs da cidade, depois de seus Encontros de Blogueiros,  veria que isto não é verdade.

Mas, seu interesse era apenas uma justificativa para a baixa audiência de seu blog, que não recebe comentário nenhum, nem anônimo e nem assinado. Ele diz que não deixa. Me engana que eu gosto. E ainda ameaçou o Emmanuel Leonel publicamente, mostrando o risco que ele corria em publicar comentários anônimos. Isto é no mínimo antiético ou pelo menos uma descortesia com seus colegas, como Roberto Almeida, que só publica comentários anônimos se eles colocarem um nome.

E, quando eu já estava no limite de minha paciência, suportando todas as dores para ouvir o debate entre os dois trabalhadores da lei, o Bardo de Arapiraca, finalmente, avisa que vai começar. Eu cheguei a tremer de alegria.

Como alegria de pobre dura pouco, com aquela voz de taquara rachada, ele avisa que colocará no ar uma gravação da sessão de quarta-feira da Casa de Dantas Barreto. Minha pressão subiu e tive medo de enfartar com a decepção. Penso, só não o fiz porque já me acostumei com as poetadas do Bardo.

No entanto, fui ao Mural da AGD, que é o meio mais célere para atingir os meus leitores e desabafei com todo o ardor. Achei um verdadeiro embuste com o ouvinte o que o Bardo fez. Sim, eu sei que quase ninguém estava ouvindo a rádio e só eu ainda vou por lá. Mas, mesmo assim, se houvesse 3 ouvintes o Poeta não poderia se comportar desta forma, porque, de uma maneira ou de outra ele lida com um meio de comunicação e não pode pegar o microfone e pensar que está conversando numa mesa de bar, e fazer o que quer com a vida das pessoas, e pior quando está reclamando do anonimato que também atinge as pessoas. Ser anônimo não é ser irresponsável como ter um microfone de uma rádio na mão pode ser muito mais.

E o pior de tudo é que o vi declarar que a sessão da câmara só foi transmitida pelo seu blog e pelo site da câmara quando eu vi toda a sessão pela AGD, e que ainda hoje, ela está lá para quem quiser ver, como o “debate” entre dois advogados.


Eu não sei aonde o Poeta quer chegar tratando as comunicações em Bom Conselho como se fossem uma brincadeira, onde só ele tem que receber as prendas. Mas, pelo que fui informada, as pessoas estão se conscientizando do que ele realmente representa para nossa terra. Tem um mínimo de “olhadores” e um mínimo de comentários. Quando isto chegar aos ouvidos dos seus enganados patrocinadores, talvez ele mude de comportamento.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A ESTABILIDADE FINANCEIRA: Dandan deu um tiro no pé?


Reunião de ontem na Casa de Dantas Barreto. (Foto do Tiago Padilha)


Hoje eu tinha muitos assuntos para escrever sobre. No entanto, como bom-conselhense da gema, não posso deixar passar o que se passou ontem na Casa de Dantas Barreto. Eu vi parte dela ao vivo e até fiz alguns comentários no Mural da AGD. Ao reproduzir alguns deles é porque eles estão soterrados por uma enxurradas de recados que nunca tinha vista na história deste país. Isto é uma prova de que Bom Conselho ainda respira política por todos os poros, igualzinho nos tempo do Coronel, embora com um pouco mais de liberdade. Inclusive para reclamar da falta dela, como o fazem alguns recadistas sobre perseguições a servidores, etc. etc.

Foi uma sessão de casa cheia, e eu fiquei alegre. O povo participando das sessões da Casa do Povo de nossa cidade. Até que começaram a espocar os recados de alguns que diziam ter o Dandan enviado, logo cedo, uma leva de muitos funcionários a seu favor para evitar que os professores que vinham em passeata adentrassem no recinto. Eu não posso dizer, com a minha distância regulamentar, ditada pelas perseguições à minha pessoa, que isto era verdade. Como eu diria na linguagem jurídica, ou em juridiquês, eu penso ter sido verdade, pelo que vi depois, a partir dos indícios, e não com provas. A plateia era toda favorável ao prefeito. É como se no Estádio Mané Garrincha todos aplaudissem a Dilma, sem nenhuma vaia sequer. Eu fiquei possessa, não pelo que se debatia mas pelo comportamento da grande plateia que parecia torcer por um lado só.

Mas, deixa isto para lá apenas como fatos coadjuvantes da sessão que teve seus pontos altos principalmente naquilo que não estava previsto. Embora sempre me chame a atenção o grau de concordância entre os vereadores quanto as suas indicações, o que, para mim, demonstra o nível de despolitização na câmara.

O grande feito do Dandinho (como chamo carinhosamente o presidente da câmara) em sua gestão foi transmitir ao vivo as sessões da Casa de Dantas Barreto, e por isso eu o parabenizo, pois deu a mim e ao povo um meio de descobrir o que os nossos edis fazem. E muitas vezes, o que eles fazem não é bom, com em qualquer lugar, a não ser nas Igrejas, e olhe lá, pois de vez em quando o Padre Alfredo reclamava do comportamento do Coronel Zé Abílio.

Hoje, quando o presidente diz: “Aqueles que estão de acordo permaneçam sentados e aqueles que são contra, levantem e justifiquem”, eu nunca vi ninguém se levantar. E aqui vai uma sugestão de mulher que está fora de forma e que proporar isto, a partir de 2016, para entrar em fisicamente em forma. A frase deveria ser modificada para “Aqueles que são contra permaneçam sentados e aqueles que são a favor levantem e justifiquem”. Tenho certeza dentro de 3 ou 4 sessões o vereador Neto emagreceria alguns quilinhos e as minhas colegas entrariam numa melhor forma.

Jocosidades à parte, o nível de concordância é mais alto do que em comício de Lula na sede do PT. Mas, fora as matérias corriqueiras de indicações, houve algumas discordâncias que embora por coisas não muito importantes, mas, revelam algumas diferenças de pensamento. Quando levantou o ponto de que o Dandinho teria errado, ao dizer que na semana passada não houve reunião por causa da ida das vereadoras a um congresso, a vereadora Ivete parecia com razão. E penso que o Dandinho não respondeu bem à crítica pertinente e apelou para fatos passados sobre diárias, que apesar de poderem ser verdadeiros, não era o momento para neles tocar. E o pior de tudo é que ele encerrou a reunião de uma forma não condizente com a liturgia do cargo. Quando um vereador (que não sei quem foi) tentou tomar as dores da vereadora Ivete, a transmissão foi cortada. Só pode ter sido pelo assessor de comunicações do Dandinho, que só atualiza o site da câmara em dia de reunião, e nos privou do restante da discussão.

No entanto, o melhor que aconteceu ontem foi o “debate” (e coloco entre aspas porque não foi propriamente um debate) entre os advogados. De um lado o Dr. Renato Curvelo, pela aparência, um peso mais pesado do que seu oponente o Dr. Vítor Pereira, lutaram, um longe do outro, infelizmente, sobre a questão da estabilidade dos servidores. O que notei foi que todo o público presente torcia pelo Dr. Vítor, inclusive quem deveria ser o juiz, o Dandinho.

Eu não tenho grandes conhecimentos jurídicos, mas, data venia, eu conheço um pouco de política e assim sendo, penso que o Dandan (que é como chamo carinhosamente o jovem prefeito de nossa terra) está, talvez forçado pelas circunstâncias, deu um tiro no pé, que não sei se poderá se recuperar nos 3 anos que faltam, já que as medidas tomadas prolongarão seus efeitos no futuro.

Pelos meus conhecimentos e pela distância, o que tenho a dizer sobre o resultado do debate eu já disse ontem no Mural da AGD, e transcrevo o recado aqui:

“Eu entendi muito bem o que o Dr. Renato quis dizer na sessão da câmara. Como leiga e povo entendi o seguinte: Vai haver prejuízos financeiros para algumas pessoas ao cair a estabilidade financeira. Isto poderia ser evitado, dentro da lei, se o Dandan quisesse. Entendi também o advogado da prefeitura, Vitor Pereira (se não me engano), quando ele disse que o Dandan está fazendo isto por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, e ficou bem claro a situação de quase calamidade das finanças municipais, a partir do depoimento dele. Chegou até a fazer uma pergunta interessante: Por que os prefeitos de Bom Conselho não se reelegem? E explica: Por causa do aperto orçamentário. Então fiquem tranquilos porque a dedução é óbvia: O Dandan também não se reelegerá. Eu só não entendo como uma administração tão pujante como mostram os sites e blogueiros camaradas pode estar passando por uma situação tão ruim como a exposta pelo Dr. Vitor. Digo como o macaco: Eu só queria entender!”

O que gostaria que tivesse havido era um verdadeiro debate entre os dois, com exemplos para a plebe ignara, em que me incluo, sobre estas tecnicalidades jurídicas. O Dr. Renato eu já conheço de outros temas, e é brilhante. O Dr. Vítor, só pelas suas palavras me pareceu sincero mas incompleto.


Mas, diante do que entendi só posso dizer: “ao vencedor as batatas”, e que elas não sejam empurradas quentes, goela abaixo, no povo, já que agora tudo é um fato consumado.