sexta-feira, 29 de novembro de 2013

100.000 acessos




São tantas coisas sobre o que escrever que me embaraço na escolha, e tanta dificuldade para publicar que quase entro em depressão. É Zé Dirceu maleiro de hotel. O Genoíno dizendo que teve um enfarte, sem ter. É um texto maravilhoso do Felipe Alapenha sobre o programa Mais Médicos. Agora eu nem chamo ele mais de Dr. Filhinho. Depois eu comento seu texto. Pois o que quero hoje é comemorar.

O meu reloginho, lá embaixo no blog, atingiu a marca dos 100.000 (cem mil) acessos. Isto o verdadeiro, porque o “fake” já passou dos 2 milhões, para entrar no concurso dos melhores blogs de Bom Conselho, organizado pelo Poeta.

Para mim é motivo de comemoração pelo evento e uma dificuldade para fazê-lo pela situação em que me encontro, na perspectiva de não mudar mais para o Recife e tendo que viajar para publicar meus textos.

De uma forma ou de outra estou fazendo o que posso. Como mulher, vinda de uma costela do homem (oh Deus, porque não nos fez de outra parte?) tenho que seguir o meu marido. Isto tem me custado muitos aperreios. Mas, como católica, e agora sabendo que o Papa Francisco é mais tradicional do que se mostrou aqui no Brasil, eu suporto tudo pela minha fé.

Então, minha alegria é interna, e hoje me vi brindando os cem mil acessos com um copo de água de coco que é o que temos mais para beber, por aqui. Deixo a sugestão aos amigos leitores: vamos brindar com água de coco, é melhor do que champanhe francês. Vejam o que aconteceu com o Lula que só brindava com pinga 51.

Já estou sentindo falta do Recife e dos netos, principalmente, então vem um pouco de tristeza. Minha incerteza quanto à minha campanha lá em Bom Conselho. Nunca mais vi uma sessão da Casa de Dantas Barreto, para ver se o Dandinho está fazendo outra coisa além de tolher a liberdade de expressão das pessoas.

Sinto saudades do Mural da AGD onde me comunicava de forma melhor, mas, a pedido, não falarei muito sobre isto. Continuarei até quando puder, servindo aos meus leitores daqui desta lan house, embora de forma precária. Depois de 100.000 acessos tudo é lucro.


Obrigada a todos!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A democracia de Dilma




Por Mary Zaidan (*)

Os aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, leiloados na sexta-feira, alcançaram valores recordes superiores a R$ 20 bilhões. Mais: ambos foram arrematados por gente para lá de experiente.

Os alemães vão tocar o de Minas, e o da Ilha do Governador, hoje em frangalhos, será operado pelo mesmo grupo que gerencia o aeroporto de Cingapura, tido como o melhor do mundo.

Melhor, quase impossível.

Um contexto que não comporta o azedume da presidente Dilma Rousseff. Em vez de conectar o sucesso do leilão com serviços de primeiro mundo que os usuários poderão ter no futuro, a presidente preferiu a revanche: “todos aqueles pessimistas, aqueles incrédulos, hoje vão ter um dia de amargura, porque não deu errado".

Não que o dito de Dilma tenha surpreendido. Torcer contra está no DNA do petismo. Retorceram o nariz para a Constituição de 1988, espinafraram o Plano Real, demonizaram as privatizações, esconjuraram o ajuste fiscal.

 E medem todos pela mesma bitola. Creem, fielmente, que os críticos ao governo que ocupam há 11 anos querem que o Brasil naufrague. Assim como apostaram na derrocada do País antes de chegarem ao poder.

Têm dificuldade de imaginar que a maior parte das pessoas, mesmo aquelas que discordam dos métodos petistas para se perpetuar no poder, quer apenas ter serviços melhores, que compensem a fortuna paga em impostos e taxas – as da Infraero, caríssimas.

No caso dos aeroportos, torcem mesmo é para se livrar da ineficiência do governo. Dos apagões, de saguão sem ar condicionado, banheiros quebrados, sem papel ou descarga, cena cotidiana do Galeão; dos puxadinhos intermináveis de Confins.

E é didático lembrar. Depois de deixar de ser do contra – e hoje, sabe-se, de passar a fazer o diabo – o PT chegou lá. E foi incapaz de mudar o que diziam discordar na Constituição. Rezam pelo evangelho que acusavam ser neoliberal, e, para o bem do País, privatizam e concessionam bens e serviços públicos. Dizem-se pais da estabilidade econômica, a mesma que estão colocando em risco.

Aqui mora o perigo. O êxito do leilão dos aeroportos é muito bem-vindo, mas não conseguirá esconder a inflação que insiste em bater no teto na meta, muito menos o descalabro das contas públicas. Alertar para isso, ao contrário do que quer fazer crer a presidente, é torcer a favor e não contra.

Talvez por ser avessa a privatizações e ter sido obrigada a se render a elas, ou por não entender o mundo fora da dicotomia do “nós”, os bons, e “eles”, o resto que não nos apoia, Dilma perdeu a chance de pelo menos parecer que governa para todos e não apenas para aqueles que com ela concordam.

Na democracia de Dilma, quem não se alia a ela está contra o País.

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(*) Publicado em 24.11.2013 no Blog do Noblat. É quase impossível não transcrever a Mary Zaidan. O que ela fala do PT e da Dilma é música para os meus ouvidos. E nesta situação de carência de internet, seus textos são um achado para que eu publique alguma coisa.

Não há meio termo, igual à saúva, ou retiramos o PT do poder ou o PT acaba com o Brasil. Sempre fizeram tudo que o FHC fez de forma dissimulada, inventando aquela estória de que pagaram o FMI e que retiraram o país da miséria. Só não contam que jogaram o Brasil na miséria moral, hoje transitada em julgado no STF. Os líderes do PT estão no xilindró e até agora não foi mexida uma palha pelo partido para os expulsarem como mandam seus estatutos.

Ao invés disto, simplesmente, tentam solapar as instituições dizendo que houve um julgamento de exceção. Só se eles se referem à exceção histórica de mandar políticos corruptos para cadeia, o que não é bem o comum neste país, onde não se prenderam nem os índios que comeram o bispo Sardinha.

E, pasmem, o Zé Dirceu, vai trabalhar num hotel de Brasília. Como já todos podem desconfiar, já que ele de hotel talvez saiba apenas lavar as latrinas, ali ele montará seu escritório político para receber seus apaniguados.


Esta é a democracia da Dilma, que vem correndo a passos largos. Cuidado como votam em 2014. (LP)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Mensaleiros presos e a piada de salão




Semana passada, última vez que fui à lan house, eu vi uma notícia que excita a maior parte do meu ser em particular, e do ser humano em geral: a imaginação. Li que, mal chegou na cadeia o Zé Dirceu já quer mandar nos outros, como o fez em toda sua vida política. Dizem que ele foi o escritor do bilhete que dizia serem eles, os mensaleiros, presos políticos em vez de políticos presos e que o STF teria agido como um tribunal de exceção. Aliás, eu nunca vi algo tão mal escrito. Penso até que foi o Genoíno numa de suas crises de hipertensão. É simplesmente desrespeitoso com as instituições democráticas.

Então, minha imaginação começou a funcionar e colocar em meu cérebro uma reunião de bandidos tipo Fernandinho Beira-Mar, Marcola, Zé Dirceu, Delúbio, Genoíno e outros menos conhecidos. Com os aparatos tecnológicos à disposição da bandidagem pode-se até imaginar uma vídeo conferência entre eles.

Zé Dirceu – Alô companheiros. Estamos chegando para melhorar a qualidade de vida desta gente deste estabelecimento prisional. Conto com vocês para melhorarmos a qualidade de vida dos detentos pobres, que são 99,999999% do total, com o qual contamos com o apoio e o voto deles.

Marcola – Qualé, meu irmão!? Tá me estranhando? Nem bem tudo chega e já está querendo movimentar o pedaço? Aqui, amigão, antiguidade é posto, depois do dinheiro, é claro.

Zé Dirceu – Calma companheiro Marcola. É porque o político aqui sou eu. Você é traficante.

Marcola – Peraí meu irmão. Aqui somos todos iguais perante o crime. Se tu tás trancafiado aqui é porque boa tu não fizesse. Aqui tu é criminoso igual a nós. E se tu é político mesmo porque perdeu, meu irmão?

Zé Dirceu – Marcolinha, você sabe que em nossa atividade não podemos dizer tudo pois sempre tem alguém acima de nós. Desta vez deram para trás, mas o que vou fazer. Temos que nos unir, companheiros.

Fernandinho Beira-Mar – Nesta eu tou com o Marcola. Vocês são novos aqui. E temos o controle da situação. (Alô, atendendo o telefone: Oi Jefferson, estamos te esperando)

Zé Dirceu – Tá certo Fernandinho. E o que devemos fazer? Jogar dama, dominó ou truco? Temos que movimentar a massa, e não só aqui de dentro, mas de fora também. Ontem recebi um telefonema de Pizzolato da Itália. Aquilo sim é que foi inteligente, se safou. Querem trocar ele pelo Battiste, mas os italianos não querem. Eu ainda pensei ir para Cuba, mas o comandante não aceitou e não me dou tão bem com o Raul. Agora que eles querem ser capitalistas, diz que eu lá só atrapalharia, porque iriam dizer que rico é socialista. Eu não posso reclamar.

Delúbio – Posso contar uma piada?

Zé Dirceu – Não Delúbio aquela coisa de que o mensalão era uma piada de salão o Quincas matou. Então fica quieto fazendo aí nosso Caixa 2.

Genoino – Eu concordo com o companheiro Dirceu. Mas, estou doente e não posso comandar nada, e nem correr, com o fiz na Guerrilha do Araguaia.

Marcola – Um jeito bom seria fazermos uma eleição em nível nacional para verificar quem fica no comando. Eu já tenho cabos eleitorais em todos os presídios e já digo que sou candidato. Quanto a vocês, se virem!

Zé Dirceu – E eu sou candidato também e acho justa a proposta de eleição. Delúbio, com que dinheiro poderíamos fornecer bolsa família às famílias dos presos?  Duvido que alguém ganhe de mim, se disserem que eu sou a pai dos pobres detentos.

Delúbio – Agora posso contar uma piada?

Todos – Não!

Fernandinho Beira-Mar – Mas temos que esperar que o Jefferson chegue. Na certa ele vai querer ser candidato também, e o homem é bom de papo. E ainda ficou com 4 milhões que não disse para onde foi. Se ele quiser negociar talvez até eu vote nele.

Zé Dirceu – Está bem assim, mas, vou fazer campanha antecipada, igual ao Lula está fazendo para Dilma. Só tem que pagar 5000 reais, e eu já estou preso mesmo!

Delúbio – Pelo amor de Deus, deixa eu contar uma piada.

Marcola – Tá bem, Delúbio, conta a piada!

Delúbio – O Lula não sabia de nada!

Todos – KKKKKKKK kkkkkkkkk KKKKKKKKK kkkkkkkkkkk ....


É realmente de morrer de rir, a piada de salão do Delúbio, mas minha imaginação cansou e não sei o que invente mais para comprar, e, indo a cidade, possa publicar meus textos. Não prometo regularidade mas estarei sempre aqui, para meus fiéis leitores.