sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Aos 7 anos, apaixonado, roubei uma pulseira!





Por Luiz Fernhando Verissimo (*)

Acho que já contei o meu único crime. Na verdade, descontando-se alguns sinais amarelos em que não dava mesmo para parar, não há contravenções ou pecados maiores na minha vida. Ficha limpa.

Claro que muito pequei em pensamento, mas a imaginação é uma área neutra em que tudo é permitido e nada é punido. Crime, crime mesmo só tenho um. Roubei uma pulseira. Atenuante: foi por amor.

Eu tinha uns sete anos e nós tínhamos acabado de alugar uma casa em Los Angeles. Meu pai lecionaria durante um ano na Universidade da Califórnia. Nos botaram, eu e minha irmã, numa escola próxima da casa. E foi lá que eu a conheci. Morena, cabelos longos. Não vou nem tentar me lembrar do nome. Digamos que fosse Sandra. E me apaixonei pela Sandra.

Ninguém se apaixona aos sete anos, dirá você. Engano seu. As grandes paixões são aos sete anos. Todas as outras, pelo resto da vida, serão simulacros, pois nenhuma será tão intensa e desesperada. Eu amava Sandra e, na minha imaginação, era correspondido. Nos meu sonhos ela me olhava, e trocávamos sorrisos, e eu até beijava seus cabelos na fila. Foi a sua total indiferença aos meus olhares e suspiros que me levou ao crime.

Descobri, na casa em que morávamos, mal escondida numa prateleira, uma caixa contendo uma pulseira dourada. A pulseira não devia ter qualquer valor para estar assim tão à mão de um neocriminoso, mas era linda.

Peguei a pulseira e, naquela noite, ensaiei o que diria a Sandra, quando lhe entregasse o presente no dia seguinte. “My name is Luis and I love you.” Ou talvez algo mais, mais cativante: “Tome esta pulseira, que é bela como você” ou “Lembre-se de mim, Sandra!”

Eu sabia exatamente onde cruzaria com Sandra no caminho da escola. E lá estava ela caminhando na minha frente, com os cabelos longos soltos e balançando. Aproximei-me, tremendo. Não podia errar a minha fala. Dizer “My love is name and I Luis you” ou coisa parecida.

Emparelhei com ela, entreguei a pulseira — e saí correndo! Sem dizer nada e sem olhar para trás.

O incrível é que a pulseira que significara tanto para mim — meu primeiro amor, meu primeiro roubo — não significou nada para ela. Sandra continuou me ignorando, nunca nos falamos, ninguém deu falta da pulseira, e eu de vez em quando a imagino hoje — meu Deus, com a minha idade! — contando para um bisneto a história do presente do garoto estranho. Mas ela não deve se lembrar de nada. Aposto que votou no Romney.

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(*) Publicado no Blog do Noblat em 10.01.2013. O Veríssimo voltou muito melhor de sua doença do que eu voltei da minha. Li o texto acima como quem come um pudim e que, por ser uma porção pequena, fica com o gosto de quero mais.

Minha primeira ação psíquica foi pesquisar em minha mente se eu, aos 7 anos, já tinha olhado para algum menino com olhar diferente. Eu só me lembro do Obadias e este era muito feio, então, não rolou nada. Em questão de namoro eu fui muito retardada mas em questão de amores platônicos, os tive aos montões. Toda missa era um, e naquela época infantil eu nem tinha noção de que isto era pecado.

Igual ao Veríssimo, mas do lado oposto, onde esperava sempre a ação dos meninos, pois o machismo ainda hoje me perturba, nunca me ofereceram um relógio, nem flores e nem mesmo caldo de cana na feira. No entanto, eu sonhava com alguns meninos fazendo isto para mim. E não só era na missa, era em todos os lugares. Eram cenas, hoje, nem próprias para Malhação, porque não teria público. Nada de beijo, nada de agarramento, nada de xumbrego, como minha mãe dizia. Pensar em sexo naquela época era conspurcar nossos sonhos.

Nem vou me prolongar pois já comecei a sonhar. Eu só não entendi porque a Sandra votou no Romney. Os meninos que eu sonhava hoje talvez votaram no Lula. (LP).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Salve Jorge" e os militares





Semana passada o Roberto Almeida onde comento assiduamente publicou uma carta de um coronel da reserva sobre o que ele achava da novela da Globo, Salve Jorge. Eu pensava em citar apenas o link para o blog do Roberto, mas, como citação não aumenta minha cota de prolixidade eu a cito aqui (copiando e colando de lá):

“Sou Coronel de Artilharia da turma de 1978 e estou na reserva desde 31 de dezembro de 2009, desde então trabalhando no mundo corporativo.

Estou longe de ser mais um membro da reserva enfurecida, que vê sombras onde não existem, mas não poderia deixar de expressar minha indignação com a imagem que estão delineando da nossa Força, com episódios cada vez mais estarrecedores envolvendo personagens que representam a oficialidade do Exército Brasileiro, num posto que se pressupõe maturidade, equilíbrio e comprometimento com nossos valores mais caros, cultuados desde os bancos acadêmicos (capitães de cavalaria, no nosso exército, só saem da AMAN).

As demonstrações de deslealdade, desequilíbrio, petulância e falta de ação de comando, dão aos expectadores a ideia que o nosso Exército é aquele saco de gatos, a que ficou reduzido o brioso e tradicional Regimento Andrade Neves.

Vivo sendo questionado por civis de minhas relações, a perguntar se isso acontece dentro dos quartéis e sistematicamente tenho que explicar que essa não é a expressão da verdade (penso que esse passivo deva cair no colo de inúmeros militares da reserva e da ativa).

De qualquer maneira, nem sempre teremos um Coronel R1 disponível para explicar ao público externo que aqueles capitães e aquele Coronel Comandante, que não conhece sua oficialidade, são obra de uma orquestração muito sutil para reduzir o EB a expressão mais simples e nos nivelar por baixo, como se os valores que cultuamos e fazemos questão de apregoar fossem mero embuste.

Francamente... a ideia de fazer propaganda da Força Terrestre na novela das 21:00 Hs, da Rede Globo, foi no mínimo ingênua e a concordância em utilização de instalações de uma unidade tradicional de Cavalaria para aquela patifaria, beira a irresponsabilidade.

Um exército que se preza (e é o nosso caso), não necessita andar na mídia fazendo parte de historietas, a troco de migalhas, de luzes ou da simpatia da mídia.

Decisões como esta atingem a todos nós, da ativa e da reserva e põe em dúvida a credibilidade de uma instituição secular, que desde o nascimento da nacionalidade está presente nos momentos mais críticos da história do Brasil, preservando, defendendo e cultuando valores que nem de longe são mostrados naquela novelinha de quinta categoria.

Marcelo Antonio Neves - Cel Art R1 - Idt 026074881-9”

O Roberto ainda dá um pitaco que pode ser visto na postagem original, aqui. Lá fiz um comentário que aqui reproduzo in totum pois penso ainda esta certa quanto ao assunto. Leiam-no e eu voltarei de novo lá embaixo para falar mais algumas coisa iguais ou complementares:

“Quando se trata de criticar a Globo o Roberto defende até nossas forças armadas que foram, não esqueçam, responsáveis por mais de 20 anos de ditadura no Brasil. O coronel Marcelo, Antônio ou Neves deveria, era botar a viola ou o canhão no saco (que Deus me perdoe) e verificar que os militares também são seres humanos e que há deles de diversos tipos, inclusive na instituição militar.

O que mais me intriga é que estes seres que tanto falam de novelas não arredam o pé da TV e estão sempre vendo a Globo. Agora que a o Lula diz que tirou 16 milhões da miséria e criou a Classe C-L (Classe C do Lula), e que a única diferença da Classe D-L (Classe D do Lula) é que pode comprar uma TV em 24 prestações mensais, está podendo ver as novelas, elas não podem apresentar militares com personagens que, como sempre nas novelas, são caricatos. Quando era o Tufão ninguém falava nada. Agora, que é o Coronel Nunes, então é um agravo à instituição militar. Me poupe!

A nota do blogueiro Roberto chega a ser pior do que a carta do Coronel Nunes, digo, Neves. É como se no exército não existissem pessoas como o Capitão Téo ou o Capitão Élcio, um romântico e outro mau caráter. Há de ambos os tipos como qualquer instituição humana. Como na polícia civil há delegados e delegadas tão burras como a delegada da qual não me lembro o nome agora.

O que não se vê é que a novela já é um gênero literário no Brasil com suas virtudes e defeitos. Eu gostaria de ver era o Coronel Nunes num folheto de Cordel, ou num duelo de repentistas. Talvez, os intelectualóides adorassem. Mas, como a novela é o “ópio do povo” brasileiro e é a Globo que tem quase o monopólio de audiência do gênero. Todos querem tirar uma casquinha.

Eu não estou gostando da trama da Glória Perez por outros motivos. Por exemplo, faz propaganda das UPP de forma uma que o Coronel Nunes, digo, Neves, deveria agradecer. Quando se sabe que a realidade não é bem aquela que ela dá ênfase. E também porque os personagens para serem entendidos pela massa (isto faz parte do gênero) estão caricatos em demasia, até para o gênero. Aquela trama das crianças contrabandeadas chega a ser risível, pela irrealidade.

Eu tenho um filho que diz ser militar porque fez o CPOR certa época e diz que está gostando da novela, não vendo nada demais. E tenho alguns amigos de mais idade que são militares e que acham até que é bom mostrar que “os brutos também amam”, e eu diria também roubam, torturam e matam. No entanto, não devemos confundir uma instituição com pessoas que as compõem. Eu não gosto do Lewandowhisky, mas, isto não desmerece o STF. Alguém pode não gostar da delegada Heloisa (lembrei o nome), mas, ela não desmerece por si só a Polícia Civil.

O que penso é que o Coronel Nunes, digo, Neves está é tentando encher a bola do Exército, que vem murcha (e deve ficar mesmo até que precisemos brigar com a Venezuela) há algum tempo, por falta de verba em todos os quartéis. Colocar esta instituição como polícia no morro do alemão é que é o verdadeiro erro de nossa combalida segurança, mas, disto nem a Globo nem a Glória Perez tem culpa.

Lucinha Peixoto (Blog da Lucinha Peixoto)”

Todos que me leem sabem que gosto muito de novelas e que a Globo hoje monopoliza o setor porque conseguiu juntar todos os melhores componentes deste gênero artístico/literário moderno no Brasil. E jamais poderia deixar em branco a oportunidade de falar sobre isto.

Primeiro, porque a novela da Glória Perez não chega nem de perto à anterior (Avenida Brasil) e nem mesmo da Guerra do Sexos, mas traz alguns temas interessantes. O que o Coronel Art R1 (perguntei a meu filho o significado disto ele disse que é Artilheiro e o R1 quer dizer que é primeira classe e ele é R2 pois fez o CPOR), ficou danado ao se ver retratado nas telas, e com um personagem que tem o seu mesmo posto, e que é Cavaleiro (será isto mesmo quem é da cavalaria?) e não foi nada cavalheiro com a rede Globo.

‘Um exército que se preza (e é o nosso caso), não necessita andar na mídia fazendo parte de historietas, a troco de migalhas, de luzes ou da simpatia da mídia.” Diz o coronel iradérrimo. Eu já diria que um exército que se preza não fica se importando com picuinhas teatrais, televisivas ou cinematográficas, que o representa. Penso que, pelo que aconteceu há pouco tempo, quando o exército encabeçou a ditatura mililtar, o coronel está um pouco inseguro quanto à natureza de sua instituição. Quem já viu filmes como MASH retratando o exército americano não deu nem tempo de pensar que naquela instituição poderia muito bem haver personagens como aquele retratado no filme, como existem militares que agem como os personagens da novela das 9.

Ele talvez não seja da mesma facção que criticou a forma como se colocava o exército, numa trama noveleira (até vista pelo Roberto, e por mim apenas para verificar as cenas de violência e deixá-la de lado) numa outra emissora, retratando as torturas. Seriam ali “historietas” ou história. Eu diria: apenas novelas.

Não quero me alongar muito pois meus leitores já se alinharam ao meu novo estilo de uma mulher não prolixa. Só queria arrematar dizendo que não vi nenhum denegrecimento do exército na novela. O coronel deveria era assistir a novela, como bom noveleiro que deve ser, e pensar que o mundo mudou no Brasil e o Exército hoje é comandada por uma mulher, que também deve lacrimejar com alguma das tramas da Globo. Dizem que o Lula chora chora copiosamente. Salve Jorge!

P.S.: Já estava terminando o texto acima quando vi no Fantástico da Globo algumas mulheres delegadas dando depoimentos e sem reclamar nada da novela. A carta do Coronel, penso eu, vai ficar como "coisas de coronel", lembrando do Coronel Zé Abilio.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A entrevista do Dandan à "imprensa local". Me engana que eu gosto!





O prefeito de Bom Conselho, a quem eu chamo carinhosamente de Dandan, reuniu a “imprensa local” para um entrevista (veja o vídeo no final desta postagem) onde o principal assunto era o fechamento da prefeitura durante esta semana, segundo ele, com o intuito de produzir um relatório que mostre a “real situação” da prefeitura. Foi a primeira vez que vi algo abrir e logo no início fechar para balanço.

Ontem eu ouvi a entrevista e começo a comentar do começo, como faria o Conselheiro Acácio, procurando discutir o que é realmente a imprensa local de Bom Conselho. Isto o faço, em parte, por não ter sido convidada para a entrevista, pois meu meio de comunicação é um dos mais lidos pelos bom-conselhenses, e me considero da imprensa local.

O que ouvi pela Rádio Web Poeta foi quase um entrevista do Dandan ao Poeta, com uma intervenção muito pequena de um rapaz chamado Geraldo Moret, que sinceramente não sei quem é. Embora para ser justa, sua pergunta (uma só, se não me engano) foi a única que não foi uma levantada de bola para o Dandan. O resto foi o Poeta e o Dandan. Parece até que tudo já estava combinado, para que o jovem prefeito mostrasse toda sua inexperiência política, coadjuvado pelo Poeta, que como jornalista seria um grande Poeta, se soubesse a língua pátria.

Digo inexperiência política porque a ideia de fechar a prefeitura para fazer um balanço é um desrespeito aos clientes, que, neste caso foram desrespeitados como cidadãos com direitos ao uso dos serviços da prefeitura que é deles e não do prefeito. Se a moda pega, a cada mudança de governo, as prefeituras destes Brasil todas fechariam as portas, por uma semana. Na entrevista, eu não ouvi nenhuma explicação se a operação padrão interna, se estendia aos coveiros, segurança e lixeiros. Será que o assalto a um motel no bairro de São Rafael já foi uma consequência da operação padrão da prefeitura?

Mas, vamos em frente e vamos ouvir a entrevista outra vez ponto por ponto.

O Poeta começa surpreso porque o Dandan tomou posse no dia primeiro e no dia 2 já estava trabalhando, e a pergunta resume toda a entrevista do lado do entrevistador. “... o seu senhor se assustou com o que viu para tomar esta decisão?” [de paralisar o atendimento ao público]. Ou seja, já estava tudo combinado para fazer um cotejo entre a administração que sai e a administração que entra, com o intuito de culpar a primeira pelos possíveis problemas que a última enfrentará.

Do ponto de vista do entrevistado, a resposta também foi característica e até um pouco otimista pois ele diz que não ficou assustado, porque com a ajuda de Jesus Cristo e dos companheiros ele enfrentará tudo. Eu avisei aqui, há muito tempo, que o programa de governo, da campanha do Dandan, era impossível de executar, diante da situação real dos municípios, e continuo dizendo. Eu penso que ele já sabia, e o apelo para Jesus Cristo agora, é até uma heresia.

Nota-se que o Poeta conversou antes com o Dandan e ele disse que tinha dias que receberia 130 pessoas na prefeitura (comentei isto em postagem anterior), porque quando indagado pelo Poeta sobre o tema, ele não menciona este número. A resposta apenas nos dá a impressão de que o Dandan fechou a prefeitura com medo da invasão de gente, apesar de dizer o contrário. Eu ontem fui até injusta com ele quando perguntei se o que estas pessoas iriam fazer lá era beijar sua mão. Não era, e ele esclareceu. As pessoas estavam procurando emprego, e aí ele usa o “desenvolvimento garantido” como sua promessa básica. Me engana que eu gosto.

A intervenção do Geraldo Moret, apesar de ser de um melhor nível do que a do Poeta, eu diria que foi uma levantada de bola em melhor estilo, quando ele pergunta se o problema que ele encontrou na prefeitura era porque os recursos não foram encontrados lá ou é porque eles estão mesmo difíceis de encontrar. E foi aí que o Dandan começou a revelar o objetivo da entrevista “coletiva” que era apenas dizer: “olha, encontrei uma situação terrível e agora é que estou vendo o buraco em que me meti”. Por falta de aviso meu , não foi.

Bem, depois de dizer que as secretarias de Educação e Saúde estavam funcionando muito bem, o Dandan só recebeu bola do Poeta, e como faz meu neto Júlio, ele matava (sem trocadilhos), dominava e tentava chutar a gol. E penso até que o Geraldo deve ter deixado o recinto, para não ouvir mais tanta besteira da boca do Poeta. Eu não sei nem se o Tiago Padilha participou da entrevista. Se o fez entrou mudo e saiu calado.

E segue a entrevista, com o Poeta fazendo as perguntas combinadas sobre demissões, carros-pipas (o Dandan disse que estava contratando mais 7 carros-pipas, logo a conta do mentiroso, como se dizia lá em Bom Conselho), saúde (que com a ajuda de Deus o Dandan contratará mais alguns médicos), carros para transportar alunos (pelo jeito parece que a educação só depende dos ônibus para ser um setor eficiente, espero que o Poeta tome um ônibus destes), estradas, etc.

E aí vem a pergunta fundamental. “E o município está no vermelho?” Segundo o Dandan, está mais do que no vermelho, e que o relatório do final da semana vai dizer como tudo está. Como eu já disse vai sobrar para Mamãe Juju, que deveria reativar seu blog para se defender do que vem por aí. Se não quiser reativar o meu está à sua disposição, talvez um pouco por solidariedade feminina, pois nenhuma mulher estava na entrevista “coletiva”.

Segundo o Dandan ele precisa de um levantamento para saber a real situação do município, mas, já sabe que é muito ruim. Virou um samba do “não crioulo doido”, principalmente quando ele diz que está de mãos atadas para tomar qualquer decisão. Então pode ser que a situação não esteja tão ruim assim. Vocês entenderam? Eu não! Talvez, o Dandan realmente não saiba ainda a situação real do município, ou pense que ela seja boa, pois se não fosse assim ele não teria passado a noite de sexta-feira tocando triângulo na FESTA DA AMIZADE.

Finalmente, chegamos ao final, e o Poeta deve ter olhado seu papelzinho onde havia escrito as perguntas combinadas com o prefeito e restava ainda o problema do açude da nação e do parque de exposição para cotejar as ações do prefeito com a administração anterior. Eu poderia até dizer que aqui se faz aqui se paga, pois, a Mamãe Juju fez o mesmo com seu antecessor. E no final das contas, no final de governo todos dirão que não fizeram nada pela situação de caos que encontraram o município. E o povo, desinformado, continuará na mesma. Eu faço como Dandan, e peço a ajuda de Jesus Cristo para que eu, como jornalista, possa informar ao povo e contribuir para apurar o mais próximo da verdade possível. Infelizmente, Ele não está entre as minhas fontes.