terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Não existe meia fé, e sim, meia sola





No passado, quando ainda escrevia para o Blog da CIT, de vez em quando me faltava assunto. Ficava procurando coisas que interessassem a mim e às pessoas que me liam e que ainda me leem. Aí surgiu o Blog do Poeta com suas fotos de jumentinhas em pouses eróticas e suas postagens que chegavam ao ridículo pelo que tinham de apelativo. Aí não faltou mais assunto. E agora que tenho que fiscalizar o comportamento dele, que está se tornando até pernicioso para minha cidade, vou lá quase todos os dias.

E ontem (04.02.2013) ao acordar, depois de 2 dias de conexão ruim e ainda me escondendo do Xico Pitomba, em Gravatá, fui ao Blog do Bardo para verificar se ele havia criado outra associação de blogueiros por este país afora. E eis a postagem que eu encontrei por lá:

NÃO EXISTE MEIA FÉ

Uma pessoa sem fé é igual a uma comida sem sal. Uma pessoa sem fé é igual a um limão.
Uma pessoa sem fé é igual a um avião sem rota.
Uma pessoa sem fé é igual a uma bicicleta sem freio.
Todos nós devemos ter fé. e muita fé. Não existe meia fé, ou você acredita ou não acredita.
Deus está aí, estampado no luar, no sol, na chuva, na noite estrelada... Nunca esqueça de ver como anda seu diáologo [sic] com o Criador do Universo.  Quem tem fé vence barreiras, suporta obstáculos, convence os criticos e mostra que viver bem, viver sua vida é o melhor remédio. Quando perdemos tempo para criticar os outros, quando perdemos tempo com a vida dos outros, nós mesmos nos tornamos pessoas insignificantes.”

Sinceramente, vi tanta profundidade filosófica nesta mensagem que chego a comentá-la aqui, com a esperança de que a fé brote nos corações dos críticos do Poeta e que levem a ninguém mais ler coisas como estas. Eu tenho muita fé e acredito em Deus todo poderoso, de que um dia Bom Conselho vai despertar para significado do Bardo de Arapiraca.

Portanto, tenho fé, embora, como uma comida com sal,  não devo ser comida em excesso pois posso aumentar a pressão daqueles que pensam que em Bom Conselho só tem idiotas. Tenho fé e não sou um limão, e sim uma limonada para aqueles que sabem ler e escrever. Tenho fé, e não me tornei um avião sem rota, e sim, com uma rota certa, aquela de zelar pelo nível cultural e educacional de minha cidade.

No entanto, apesar de ter fé, eu fiquei com uma vontade danada de ser igual a uma bicicleta sem freio, descendo a ladeira do Ginásio São Geraldo e não parando se o Xico Pitomba atravessasse em minha frente. Meliante comigo é na bicicletada. Que Deus me perdoe.

Eu até concordo com o Bardo de que não existe meia fé. Existe apenas “meia sola”. E foi o que se tornou a “imprensa local” de Bom Conselho que se associou ao Poeta para louvar o governo do Dandan. É realmente uma imprensa “meia sola

O final da postagem do Poeta parece até de despedida. Será que eu vou ter tanta alegria assim esta semana? Mas, seria muito bom, para ser verdade....

P. S.: Já é o dia 05.02.2013 e já sentindo a crise de abstinência pelo sumiço do Mural da AGD, tenho que aqui complementar o acima escrito.

Fui, já hoje, ao Blog do Poeta e fiquei surpresa. Pois parece, que depois de tantas reprimendas minhas ele agora está escrevendo melhor, (quando o faz, e esta atividade está muito diminuida, o que é bom para a cidade) e está, a cada dia, se valendo de outros recursos (vídeos e fotos) com os quais ele não erra tanto.

Mas, mesmo com estas mudanças, ele não toma jeito. Entre entrevistas e fotos sobre a vida e a morte da ex-prefeita Dida Tenório, ele intercala com isto a Bruna Padovani do Programa do Faustão, com um texto copiado e colado não sei de onde. Só pode ser o Xico Pitomba.

Ou seja, o Blog do Poeta virou um "samba do crioulo doido" cuja doidice é de difícil cura. É uma pena que o meu projeto de unir a A GAZETA escrita com a A GAZETA DIGITAL tenha sido descartado no início. Pelo menos nós, de fora, não ficaríamos a mercê da imprensa do Xico Pitomba.

E na entrevista do Dandinho o Poeta antecipa que o evento Mulheres Guerreiras (que é mais um recurso para tentar conter a queda de audiência do blog) irá se chamar Prêmio Mulheres Guerreiras Dida Tenório. Eu peço apenas à família da ex-prefeita que fique atenta para o que pode acontecer, pois, neste blog poderá acontecer de tudo. Não conheci a Dida Tenório pessoalmente mas sempre soube que foi uma lutadora da política bom-conselhense e não pode servir de escada para blogs decadentes. E que Deus tenha sua alma em paz.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O PLP, Rafael Brasil e Roberto Almeida





Quando do lançamento do meu partido o PLP (Partido da Lucinha Peixoto) em postagem anterior, recebi o seguinte comentário:

Anônimo30 de janeiro de 2013 11:39

Desde já, vou me filiar. Desde que não entrem corruptos, nem membros do PT e aliados. Também tem que ser a favor das privatizações, e da radical reforma do estado. Fim aos altos salários, e servidores públicos preguiçosos. Por um novo pacto federativo. Pelas reformas política, previdenciária, tributária, educacional, da justiça, da segurança, do sistema prisional, e até do futebol. Cordialmente, Rafael Brasil.”

Pensei ser mais um anônimo dos que assolam meu blog e o do Roberto Almeida, porém, ao fim da mensagem vi o nome do Rafael Brasil. Confesso que sou uma leitora assídua do seu blog e não há porque duvidar da autenticidade da mensagem, pelas ideias nela emitidas.

Lá mesmo eu  fiz um comentário ao dele dizendo que se fôssemos tão exigentes nos Estatutos do partido correríamos o risco de só termos dois participantes, ele e eu.

Primeiro ele fala que não aceitaria corruptos nem membros do PT, o que é apenas um eufemismo, porque membros do PT sem ser corrupto hoje são marginalizados pelo partido ou não sabem ler, sendo filiados apenas ao Bolsa Família, ou apenas não tem para onde ir. Então deveremos aceitar os convertidos, não corruptos, como o Roberto Almeida, que sempre foi um petista, talvez não de carteirinha, mas de coração, embora um grande jornalista.

Quanto aos objetivos que permearão nossos Estatutos, ainda estou pensando, e concordo com quase todos que o Rafael colocou em seu recado. Eu até penso que depois que conheci o Hadriel, o Zezinho de Caetés e o Rafael Brasil, tenho certeza de que Caetés ainda será o novo berço do liberalismo no Brasil, apesar de Lula, ou por causa dele. Eu, ideologicamente, passo bem perto embora ainda pense que o Estado (desde que vire Estado mesmo e não só governo de ladrões e enroladores) ainda tem vez em algumas iniciativas.

Eu não sei se o capitalismo brasileiro, que só começou a engatinhar do Collor para cá, já possa mudar as fraldas sozinho. Em algumas áreas ainda é bom que o Estado, sempre pensando em sair (como deveria ser o Programa Bolsa família), ajudasse à iniciativa privada a andar por conta própria. Por exemplo, o BNDES (se não tivesse sido aparelhado pelo PT) seria de uma grande ajuda nesta época de crise do capitalismo mundial. Da forma como vem atuando virou só pagador de Bolsa Empresário.

E também seria de suma importância o Estado, a partir de todos os poderes, na elaboração das propostas preconizadas sabiamente pelo Rafael. Sem elas não vamos a lugar nenhum, com civilização. E tudo isto será exposto, embora pelas minhas condições, não sei quando, nos Estatutos do PLP.

E como minha candidatura a vereadora em Bom Conselho tem como ideia fundamental o projeto sobre a remuneração do vereador, que deveria ser um salário mínimo, já antecipo que o dinheiro do fundo partidário do PLP, será dedicado à cura de pessoas viciadas no Bolsa Família. Só quem não acompanha as coisas de perto como eu o faço, é que pode dizer que isto não é importante.

Eu convivo com a minha faxineira, a Vilma, que chega a chorar quando eu peço que ela deixe de receber o Bolsa Família pois ela já não precisa disto, pois pago a ela o mesmo que um vereador deveria receber. Ela não suporta a ideia de que isto aconteça e seu maior medo é que o fiscal do programa descubra que ela já tem uma carteira assinada. É um sofrimento maior quase do que o vício no “crack”, esta droga maldita.

Eu fico chocada quando vejo o Roberto Almeida, em seu blog, elogiar a eficiência do descobridor de pobres para incluir no programa. Meu Deus, isto é a mesma coisa de elogiar os “aviões” que procuram viciados para vender a droga. Mas, tenho certeza que ele, o Roberto, como pessoa inteligente que é, já tem consciência do mal que o Bolsa Família está causando ao Brasil, em termos de dependência social.

O nosso Estatuto ainda contemplará um capítulo para os viciados em Lula, que é vício que acomete apenas as classes mais abastadas, pois ainda acreditam, contra todas as evidências que o operário não sabe de nada e nunca vê nada. Este engano tem levado muita gente ao sofrimento a cada dia que veem o Lula mais encrencado do que nunca para explicar todas as safadezas que fez durante o mensalão e na cama da Rosemary. Sobre isto diga-se que o Roberto está em tratamento e hoje já não admite mais que o Lula tenha uma estátua em Garanhuns. Graças a Deus.

Agradeço ao Rafael Brasil pelos comentários, e por ser o primeiro filiado do nosso partido. O Renan também telefonou, mas, não atendi.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O humor do poeta



"Atenção! O luar está filmando."


Por Luis Fernando Veríssimo (*)


“O fantasma é um exibicionista póstumo.”

“Pertencer a uma escola poética é o mesmo que ser condenado à prisão perpétua.”

“Os verdadeiros crimes passionais são os sonetos de amor.”

“A coisa mais solitária que existe é um solo de flauta.”

“A verdadeira couve-flor é a hortênsia.”

“A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta.”

“A vista de um veleiro em alto-mar remoça a gente no mínimo uns cento e cinquenta anos.”

“Atenção! O luar está filmando.”

“A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.”

“Os clássicos escreviam tão bem porque não tinham os clássicos para atrapalhar.”

“‘Le penseur’ do Rodin... Coitado. Nunca se viu ninguém fazendo tanta força para pensar.”

“A natureza é barroca, o sonho é barroco... O que teriam vindo fazer neste mundo as colunas gregas?”

“O mais triste da arquitetura moderna é a resistência dos seus materiais.”

“O crítico é um camarada que contorna uma tapeçaria e vai olhá-la pelo lado avesso.”

“A expressão mais idiota que existe é ‘adeusinho’.”

“Não sou mais que um poeta lírico,/Nada sei do vasto mundo.../Viva o amor que eu te dedico,/Viva Dom Pedro Segundo!”

As frases e os pensamentos acima não são nem do Millôr Fernandes nem do Ivan Lessa, são de outro humorista brasileiro que também já morreu: Mario Quintana.

Estão no livro “Do caderno H”, que a Alfaguara está publicando junto com toda a obra poética do Quintana, uma compilação do que ele escreveu, durante anos, na sua seção do “Correio do Povo” de Porto Alegre.

Quem já gostava do Quintana poeta vai gostar de descobrir que ele era um dos melhores humoristas do seu tempo.

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A Alice é um encanto, mas não posso deixar que o Zuenir Ventura monopolize o gênero crônica-vovô. Também tenho histórias para contar da Lucinda.

No outro dia o pai e a mãe dela brigavam com ela (alguma ela tinha feito) e ela respondia à altura — e terminou, dramaticamente, perguntando aos céus:

— Onde estão meus verdadeiros pais?!

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(*) Publicado em 27.01.2013 no Blog do Noblat. Eu até já usei uma das frases do Mário Quintana em postagem anterior e foi retirada deste texto do Veríssimo. É um escritor genial prestando homenagem a um poeta genial. São frases simples mas que envolvem temas profundos e que produziriam artigos e mais artigos de filosofia. Um exemplo: “Os clássicos escreviam tão bem porque não tinham os clássicos para atrapalhar.” Quem gosta de ler e não sofreu, nesta atividade, ao encarar a Divina Comédia ou mesmo o Príncipe (um preferido meu)? E o Ulisses do Joyce? Que, contam,  foi o livro que traumatizou o Lula na infância, levando a seu ódio pela leitura e também por quem lê os clássicos, como o Fernando Henrique?

Outra: “Atenção! O luar está filmando.” Quem nunca foi namorada ao luar e sentiu aquela sensação de estar sendo olhada? Embora hoje os anúncios de filmagem tenham perdido toda a poesia. Estão em todos os lugares, desde os elevadores até as repartições públicas. Não há nada menos romântico do que aquelas carinhas idiotas que encabeçam a frase: “Sorria. Você está sendo filmado”. Eu prefiro o luar e os Poetas (pelo menos aqueles que fazem poesia e não os somente blogueiros).

Tenho algo a dizer sobre a última parte do artido do Veríssimo que não tem nada a ver com os poetas, mas sim com os avós. Eu adoro ler as crônicas-vovô de todo mundo. Em particular gosto das do Zé Carlos, pois o conheço. O meu neto Júlio faz tanta bagunça e é tão espirituoso que eu penso em escrever, um dia, uma crônica-vovó. Não, ele não me chama de Vovó Lulu, mas eu adoraria que chamasse, porém, não chamaria minhas crônicas (e aqui não vai nenhuma crítica) de Testemunhos da Vovó Lula. Poderia pecar por falso testemunho. Quem sabe um dia, com outro título? (LP)